A Alpine está numa fase decisiva e este inverno tem um peso enorme para as ambições da equipa. A Renault regressou à F1 com a firme intenção de mostrar ao mundo que tem capacidade para vencer, mas até agora o caminho do sucesso tem-se revelado tortuoso. Mas a nova regulamentação foi sempre encarada como um momento chave para uma equipa que sempre se afirmou capaz de chegar ao topo.
Assim, este inverno ganha mais peso pois é agora que se define o futuro da equipa, agora Alpine. É no próximo ano que as promessas e as intenções manifestadas se devem concretizar. Essa pressão extra existe e é sentida na estrutura:
“Há muita coisa a acontecer para o próximo ano e é provavelmente o Inverno mais importante para esta equipa desde que a Renault voltou”, disse Marcin Budkowski, diretor executivo da Alpine, citado pelo autosport.com.
“É o primeiro carro que estamos a projectar sob o limite de custos. Não estamos no limite, estamos abaixo, pelo que na realidade não nos está a afetar, mas está a afetar os nossos concorrentes. Em termos relativos, dá-nos uma melhor plataforma e uma melhor posição. É um reset de algumas áreas da equipa que estão a trabalhar muito melhor, e estou entusiasmado por ver o que irão fazer. Por isso, penso que nesta fase, este deve ser o foco da equipa”.
A Alpine tem de deixar as promessas e passar aos atos. Tem de fazer valer as inúmeras reestruturações e tem de mostrar que é capaz de chegar ao topo. 2021 foi um ano completamente virado para os novos regulamentos. Se antes o discurso era de que os novos regulamentos teriam de trazer os resultados desejados, agora há uma postura mais realista e até mais cautelosa. Mas no fundo, 2022 tem de ser um ano de afirmação para a marca francesa, a estrutura sabe disso e a expetativa é exatamente essa. Não admira portanto que a pressão seja alta nesta fase. Há muito em jogo em 2022.










