Há sempre um momento que marca o começo de uma espiral descendente. Para Yuki Tsunoda o momento que prejudicou o seu primeiro ano na F1 foi… o seu melhor momento da época.
Tsunoda deixou todos de queixo caído com a sua velocidade no teste do Bahrein e na primeira corrida. Os elogios multiplicaram-se e realmente parecia que Tsunoda poderia ser a revelação do ano. Mas as prestações foram caindo e só no final do ano voltamos a ver momentos positivos. Tsunoda admitiu que o primeiro fim de semana lhe deu uma sensação de falsa segurança:
Questionado se sentiu que a F1 era fácil depois do Bahrein, Tsunoda respondeu: “Para ser honesto, sim. Eu diria que tinha demasiada confiança. Estava a sentir que era demasiado fácil, porque não tinha tido acidentes nem coisas estranhas. Tudo estava completamente sob controlo, era por isso que esperava [que fosse] fácil. Na verdade, depois do acidente em Imola eu ainda estava bem. A minha confiança estava bem. Senti que o incidente que tive na qualificação foi apenas um azar. Assim que comecei a bater consistentemente, comecei a sentir que [havia] um ponto de interrogação na minha confiança e tudo começou a ser muito mais difícil do que estava a pensar. Especialmente a minha abordagem aos fins de semana de corrida era completamente errada”.
“Estava sempre a tentar andar no máximo desde os treinos, o que na Fórmula 1, não é necessário, porque só há três sessões. Há o risco de ter um acidente, perder muito tempo de pista e também ter de recuperar a confiança. Sim, assim que me apercebi disso, foi muito difícil encontrar esta resposta sobre como melhorar a confiança, porque nessa altura a minha confiança era zero. Nunca tive isso no passado. Tive muita dificuldade em ganhar ou reconstruir esta confiança como tive no Bahrein, e sim, há também muitas coisas com que tive dificuldade”.
Pierre Gasly, colega de Tsunoda confirmou:
“Penso que ao ouvir o que Yuki diz, aprendeu bastante ao olhar para os dados, a ver a forma como trabalho com a equipa, e a ver a minha abordagem. Penso que ele não esperava ter tanta dificuldade. O nível na F1, neste momento no meio da tabela, é realmente alto. Um quatro vezes campeão do mundo a pilotar para Aston Martin [Vettel] com um bi campeão do mundo a pilotar para Alpine [Alonso], uma dupla muito forte na Ferrari, uma dupla muito forte na McLaren, até mesmo Kimi, um campeão na Alfa Romeo. O nível é realmente alto e provavelmente mais alto do que mesmo nos últimos dois anos. Com certeza,não foi fácil para um estreante”.









