Aproveitando a presença de Jean-Philippe Imparato, CEO da Alfa Romeo no 52º Circuito Internacional de Vila Real, o AutoSport questionou-o sobre o futuro da Alfa Romeo no automobilismo e quando haverá uma decisão nesse sentido, com o responsável da marca a responder que precisava de “mais tempo para decidir, vamos analisar tudo, ponderar, e voltaremos no fim do ano com uma decisão. Vamos ver onde e como. Nós queremos ganhar, a Alfa Romeo competiu na F1 e nos Sport-Protótipos, por isso temos latitude para escolher para onde queremos ir, mas a coisas estão a mudar muito depressa pelo que temos que ser cuidadosos onde pomos o nosso dinheiro. Tenho que ver, o negócio, o retorno do investimento”.
Como se sabe, a Alfa Romeo ainda não definiu o seu programa desportivo para os próximos anos, tendo havido duas possibilidades para o fazer. Durante o GP da Grã-Bretanha e a escolha seria manter-se na Fórmula 1 ou no Le Mans Classic e nesse caso o rumo seria o Campeonato do Mundo de Resistência.
Imparato discutiu em Silverstone com Günther Steiner, chefe de equipa da Haas, havendo uma possibilidade mais forte que o construtor italiano junte forças com a Haas, como patrocinador principal.
Esta é também a notícia que a edição italiana do Motorsport.com avançou no final do dia de ontem, acrescentando o facto das unidades motrizes da Ferrari poderem ser montadas nos monolugares da equipa norte-americano com a designação Alfa Romeo, um acordo como fez a Red Bull e Tag Heur no passado recente, depois de algumas discussões com a Renault, que era a fabricante dos motores que equipavam os carros de Milton Keynes. A decisão oficial ainda não é conhecida, mas ao AutoSport Jean-Philippe Imparato explicou que “o investimento na F1 é enorme, mas a F1 foi muito útil para nós nestes últimos cinco anos, porque tivemos o melhor retorno do investimento, em todo o paddock, na relação investimento/retorno”. Um argumento de peso para a marca italiana se manter na competição.










