Nico Hülkenberg respondeu de forma direta aos críticos dos novos regulamentos de Fórmula 1 para 2026, afirmando que quem não gostar da nova era não é obrigado a ver. O piloto da Audi defendeu a evolução tecnológica imposta pelas novas regras, que introduziram uma divisão próxima de 50-50 entre potência de combustão interna e elétrica.
Hulkenberg, com 38 anos, argumentou que a evolução dos regulamentos reflete uma mudança no panorama da indústria automóvel e a necessidade de a Fórmula 1 se manter como um modelo de negócio e entretenimento legítimo e atual. O piloto alemão reconheceu ter ele próprio saudades do som dos motores V10 e V12 atmosféricos, mas admitiu que essa realidade já não é compatível com os tempos atuais, sublinhando que a sustentabilidade foi um fator determinante na direção tomada pelos reguladores da competição.
Nico Hülkenberg, à publicação The Drive, falou sobre os novos regulamentos e as críticas:
“Para ser honesto, sempre foi assim na F1, não foi? A F1 é sobre liderança tecnológica e tens de acompanhar os tempos. Se olharmos para a indústria automóvel há cinco anos, há dez anos, é diferente agora; mudou. Acho que quando olhas para as corridas agora, as primeiras três corridas que tivemos em 2026, foram divertidas. Foi bom de ver, com bastante ação em pista. E quero dizer, se não gostas, não tens de ver.”
Hulkenberg, referiu a importância da evolução da Fórmula 1 e a sustentabilidade:
“A F1 está a evoluir constantemente. Obviamente, tens esses puristas que adoram o old school e o som de um V10 e V12 atmosférico — incluindo eu próprio! — mas a realidade é que não funciona assim. Há alguns anos, a sustentabilidade era um tema enorme, agora menos. Mas, sinto que a F1 e os seus legisladores foram um pouco empurrados nessa direção para se manterem atuais. Se queres manter-te atualizado e ser um modelo de negócio e entretenimento legítimo, tens de seguir esse caminho.”
Foto: MPSA










