O caso das declarações racistas de Nelson Piquet sobre Lewis Hamilton continua a dar que falar. As declarações já têm alguns meses mas foram repescadas e motivaram uma declaração pública por parte da F1. Num podcast brasileiro, Nelson Piquet comentou o incidente de Silverstone entre Lewis Hamilton e Max Verstappen. Piquet usou o termo “neguinho” para se referir ao piloto britânico, quando comparava o incidente de 2021 com o incidente entre Ayrton Senna e Alain Prost:
“O neguinho [Lewis Hamilton] meteu o carro e não deixou [desviar]. O Senna não fez isso. O Senna saiu reto. O neguinho deixou o carro porque não tinha como passar dois carros naquela curva. Ele fez de sacanagem. “
Ora estas declarações motivaram uma onda de repúdio a que o ex-piloto brasileiro respondeu com um pedido de desculpas. No entanto, Piquet está a ser processado por entidades ligadas a movimentos antirracistas e a causa LGBTQIA +, que pedem que Nelson Piquet seja condenado em 10 milhões de reais por declarações racistas e homofóbicas sobre Lewis Hamilton.
Nelson Piquet já afirmou posteriormente no Le Mans Classic ao Motorsport Magazine que “não disse nada de errado e não quero saber, não afeta a minha vida.”











Particularmente, mesmo como brasileiro, admiro Piquet como piloto, mas não pelo seu caráter. Ele sempre foi polêmico, e ao mesmo tempo sempre foi perseguido por uma emissora de TV daqui.
Mas o termo utilizado por ele não pode ser considerado “racista”, pois pode até ser considerado carinhoso. Temos um cantor chamado “Neguinho da Beija-flor” (Beija-flor é uma escola de samba).
O próprio jogador Pelé, era frequentemente chamado pelos colegas de equipe de “negão”, de forma carinhosa.
Acho exagero processar a pessoa por isso. É uma questão ideológica que está a nortear a decisão.
Também acho exagero processarem o Piquet por aquilo, mas acho que não houve nada de inocente nas suas palavras. As palavras têm o peso que quem as profere quer dar. Conforme o contexto, uma palavra ou frase pode ter várias conotações.
A ação foi ajuizada pela Educafro (responsável por promover a inclusão de negros nas universidades públicas e particulares), pelo Centro Santo Dias (órgão de defesa dos direitos humanos), pela Aliança Nacional LGBTI+ e pela Associação Brasileira de Famílias Homotransafetivas (ABRAFH). As entidades citam “reparação de dano moral coletivo e dano social infligidos à população negra, à comunidade LGBTQIA+ e ao povo brasileiro de modo geral”.
Tais entidades não tem a menor representatividade, apenas querem aparecer às custas da Justiça e tentar alguma indenização. Um absurdo tal ação ter sido admitida pela Justiça.