F1: Motores sem força para manter velocidade de ponta? Equipas preocupadas, mas FIA desdramatiza

Por a 18 Dezembro 2023 12:51

Não iremos ter uma revolução do lado dos motores, mas 2026 traz novidades e as equipas parecem algo preocupadas. No entanto, a FIA já veio desdramatizar o cenário, reconhecendo que ainda há trabalho a desenvolver, mas que tudo estará pronto a tempo.

As projeções sobre como serão os carros da próxima geração serão, dizem-nos que teremos monolugares mais pequenos e mais leves, podendo ainda haver asas dinâmicas. Se nos chassis teremos muitas mudanças, nos motores iremos ter também muitas novidades. Apesar da unidade motriz ser mais simples, com a exclusão do MGU-H, os novos motores vão ser um grande desafio para os engenheiros. A unidade MGU-K será agora três vezes mais potente do que anteriormente, passando dos 120 kW (160V) para um motogerador de 350 kW (470CV). No entanto, o motor de combustão vai perder força e o fluxo de combustível por hora será reduzido. Atualmente o fluxo de combustível por hora está definido como 100kg/h no máximo, mas a carga máxima de combustível irá cair dos 100 para os 70kg. Além disso, a F1 está a alterar o controlo do fluxo de combustível, agora feito pelo fluxo massa de combustível por hora, passando um fluxo energético máximo de 3000 MJ/h. A potência vai, como seria de esperar, sofrer e os novos motores de combustão deverão debitar à volta dos 560 CV. No total, teremos a mesma potência da atualidade, ou até um pouco mais. Mas é a forma como essa potência é servida que está a causar alguns problemas.

O MGU-K vai recolher mais energia cinética, mas, nas primeiras simulações, o impulso de energia que virá das baterias não chega para completar algumas das retas mais longas do calendário. Tem-se falado num cenário em que a meio da reta a regeneração de energia começa e sendo tão grande, obriga a uma redução de caixa.

O Diretor para os monolugares da FIA, Nikolas Tombazis, classificou de “prematuros” os comentários das equipas de Fórmula 1 sobre as unidades motorizes para 2026.

“Foram comentários que provavelmente foram um pouco prematuros porque ainda não tínhamos concluído o trabalho. Trabalhámos no lado energético do carro. Claramente, temos um motor de combustão interna de menor potência, para 2026, passaremos de cerca de 550-560 quilowatts (790 CV) para cerca de 400. Mas passamos de cerca de 150 para 350 quilowatts na parte elétrica. Portanto, a potência global do automóvel vai aumentar um pouco. É claro que se colocarmos este novo motor no carro atual, ele vai ficar sem energia na reta. Vai começar a degradar a velocidade, que foi o que levou a certos comentários há alguns meses e a vários cenários de desastre. Nunca acreditámos que fosse um cenário de catástrofe porque sabíamos que havia soluções. Já concluímos todas as simulações necessárias para o efeito. Portanto, os carros não vão atingir a velocidade máxima no meio da rua e depois baixar a velocidade ou algo do género, não vai ser esse o caso”.

Esse cenário, apesar de possível, dificilmente seria passado para a pista, pois as equipas sempre encontraram foram de resolver os problemas. Com um foco na unidade híbrida e numa maior eficiência energética, as novas unidades motrizes, apesar de relativamente mais simples, vão ainda exigir muito dos engenheiros.

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