O regulamento sobre as unidade motrizes para 2026 proposto ainda no início da época foi aprovado esta terça-feira pelo Conselho Mundial do Desporto Automóvel da FIA.
Os regulamentos enfrentaram alguns obstáculos uma vez que certos fabricantes se precisavam de se comprometer em certos aspetos do regulamento, a fim de oferecer uma oportunidade para os novos participantes. A aprovação abre a porta para que tanto a Porsche como a Audi se juntem ao desporto.
O novo regulamento de 2026 sublinha o compromisso permanente da FIA com a inovação e com a sustentabilidade e surge numa altura de crescimento significativo para a Fórmula 1.
A conceção do regulamento foi ordenada num quadro de quatro pontos, destinado a manter o espetáculo com motores de combustão interna V6 de alto desempenho e alta rotação, utilizando simultaneamente até 50% de energia elétrica e 100% de combustível sustentável.
A atração para novos fabricantes foi também assegurada, bem como a sustentabilidade financeira dos novos regulamentos.
O MGU-H será removido, entre outros componentes mais pequenos, com especial foco para a normalização de peças, incluindo bobinas de ignição e vários sensores. Os Sistemas de Recuperação de Energia tornar-se-ão mais relevantes para as estradas, podendo ser introduzidos em carros normais, com restrições introduzidas para melhorar a segurança do componente.
A cada piloto serão atribuídos três motores de combustão interna, três turbos, três unidades de escape, duas baterias e dois MGU-K. Em 2026, primeiro ano com os novos regulamentos, cada piloto terá direito a mais um componente de cada. Também foi estabelecido um limite de custos, com um limite de 95 milhões de dólares para o período de 2022 a 2025 e depois um aumento para 130 milhões de dólares quando os novos regulamentos forem implementados.
As inovações nas novas unidades motrizes vão fazer com que seja utilizado menos de metade do combustível que era usado nos motores de 2013.
O presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, afirmou: “A FIA continua a impulsionar a inovação e a sustentabilidade em todas as competições de desporto motorizado, os regulamentos da Fórmula 1 de 2026 são o mais importante exemplo dessa missão”.
“A introdução de unidades motrizes com tecnologia avançada, juntamente com combustíveis sintéticos sustentáveis alinha-se com o nosso objetivo de proporcionar benefícios para os utilizadores de automóveis rodoviários e cumprir o nosso objetivo utilizar combustíveis 100% sintéticos até 2030. A Fórmula 1 está atualmente a desfrutar de um grande crescimento e estamos confiantes de que estes regulamentos vão ao encontro do entusiasmo das pessoas”.











