Mauro Forghieri, mítico engenheiro da Ferrari, elemento que contribuiu muito para que a Scuderia se tornasse no que é, morreu hoje aos 87 anos.
Foi com a sua ‘mão’ que a Ferrari teve um grande período de fulgor na F1. Entre 1964 e 1979, Mauro Forghieri, brilhante engenheiro italiano, nascido em 1935, em Modena, que chegou à Ferrari pela mão do seu pai depois de concluir o curso de engenharia mecânica na Universidade de Bolonha, em 1960.
Assumiu o departamento técnico da Ferrari em 1963 (depois do abandono de Carlo Chiti depois de um ano de 1962 sem vitórias e num pálido sexto lugar no campeonato de construtores. Foi ele que desenhou o V8 que deu o título a John Surtees em 1964, título que entusiasmou Enzo Ferrari.
De tal forma que entregou a Mauro Forghieri a gestão desportiva e técnica da Scuderia Ferrari. Foi em 1965 que isso aconteceu. Mauro Forghieri foi quem desenhou, também, os Ferrari 312 dos anos 70 (modelos de Fórmula 1 e de Sport), a primeira caixa de velocidades automática transversal e o primeiro motor turbo da Ferrari.
Debaixo da sua gestão técnica e desportiva, a Ferrari ganhou quatro títulos de pilotos (John Surtees em 1964, Niki Lauda em 1975 e 1977 e Jody Scheckter em 1979) e sete títulos de construtores (1964, 1975, 1976, 1977, 1979, 1982 e 1983).
Foi ele quem deu o último título de pilotos à Scuderia até chegarem Jean Todt, Ross Brawn, Rory Byrne e Michael Schumacher, que deram novo título à equipa fundada por Enzo Ferrari em 1999 (Construtores) e 2000 (Pilotos).
Como se percebe, foi um dos protagonistas que ajudaram a escrever páginas fantásticas da história da Ferrari. E agora numa altura em que a Ferrari lá vai regressar, convém recordar que venceu ainda Le Mans quatro vezes.













Um grande Senhor!
RIP
Engenheiro competente, é parte importante da história da Ferrari.
Um “racer”, um verdadeiro senhor e uma grande figura da competição automóvel, que descanse em paz.
Talvez o mais completo engenheiro automóvel de todos os tempos. Projectava tudo, menos os pneus.
Menos os pneus, todavia, aqui há que não apagarmos da História que foi ele que de forma revolucionária introduziu a asa traseira na F1 em 1968. E em consequência, aumentando a carga aerodinâmica sobre as rodas, as nova configuração dos pneus que vimos na F1 a partir desse ano foi graça a ele. Aliás, acrescente-se: Se a aerodinâmica passou a ser ( e hoje então…) tão preponderante na F1 a partir desse evento foi também obviamente graças a ele ( o que horroriza os britânicos..). O Chapman copiou o Chaparral no Mónaco meses antes colocando uma um perfil, rebordo na… Ler mais »
Um técnico ao serviço da Ferrari durante décadas.Teve êxitos e fracassos, atravessando a época mais interessante do desporto automóvel. A caixa transversal talvez tenha sido o seu grande apport técnico na F1.Mas nos protótipos também fez obra.Era sempre muito emotivo e gestual e a relação com o patrão Commendatore nunca foi fácil, mas foi-se mantendo, mesmo com a chegada de jovens como o Montezemolo para a direcção.
Não o dizes por mal, mas esse é um retrato pouco fiel da relação do Enzo e do Furia. Ambos tinham o “sangue quente”, latinos por temperamento, e o Eng. era o único que entrava no escritório do Enzo e gritava ainda mais que este se fosse preciso, mas tudo porque o “patrão” tinha uma relação quase filial com ele, que foi reforçada após a morte do filho único do Forghieri. Só no dia em que teve a certeza que o Enzo (Il Drake como os tifosi o chamam, e jamais Il Commendatore, isso é treta de filme de Hollywood)… Ler mais »
A Ferrari, ao contrário duma Lotus por exemplo, nunca foi um team que se caracterizasse pela inovação tecnológica. Geralmente baseavam-se ( com atraso), naquilo que outros lançavam. De qualquer maneira foi um técnico que deixou história pelo tempo que lá andou e pelas coisas que fez. Mas nada de verdadeiramente revolucionário. Isto num tempo em que os regulamentos ainda permitiam criar coisas diferentes.
A velha história dos bois atrás da carroça…. Estamos a falar de F1? É que a Ferrari não é a Lotus, corria regularmente noutras disciplinas além da F1 e F2. E projectava e construia os seus motores, o que os outros não tinham competeência daí terem q se safar doutra forma. Mas, Ferrari de 1961 ou1968 não foram revolucionários? O de 1974 e evos não tornou os outros obsoletos? O de 1992 em termos aerodinâmicos e de chassi não foi revolucionário? Ou o de 1989 com a caixa semi-automática…? Já agora, a BMW um belo dia decidiu que devia entrar… Ler mais »
A melhor homenagem que lhe podemos prestar, é a de que a Ferrari precisa urgentemente de um novo Mauro Forghieri.
Um craque….
2 Grandiosos que deixam saudades Mauro e Gilles
Na dúvida se sim se não, aqui vai uma pequena correcção ao texto: O Forghieri ficou à frente do dep. de competição da Ferrari ( o reparto corse) = F1, Protótipos, F2, Montanha, Campeonato da Tasmânia, Sport) a partir do fim de 1961, assim que o Enzo Ferrari despediu os então dirigentes em resposta a uma carta destes. Isto para salientar que ele tinha apenas 26 anos quando tomou as rédeas nas suas mãos, herdando em 1962 um carro que nada tinha a ver com as suas ideias, como se viu logo em 1963. Era necessário uma biblioteca para descrever… Ler mais »
Muito bons os seus comentários! Obrigado!
Obrigado. É uma lástima haver tanto desconhecimento por falta de informação ou desinformação sobre este génio. Normalmente resumido ao cliché “ganhou 2 ou 3 campeonatos e era um gajo irascível e insuportável “. Quando o Lauda desistiu em Fuji 76 por nesse dia ter medo de correr à chuva, assim perdendo o campeonato ( mas também é verdade que na corrida os pilotos dos teams ingleses abriam alas ou paravam para deixar passar o Hunt), o MF acercou-se dele e disse-lhe ” Vou dizer que o carro tinha um problema , assumo a culpa, a tua imagem será salva”. O… Ler mais »
Respect.