A investigação à polémica final de Abu Dhabi foi concluída recentemente e discutida na Comissão para a F1 com os resultados a serem apresentados à posteriori. Mas uma das medidas tomadas já é conhecida e Michael Masi será afastado do cargo de diretor de corrida da F1.
Depois de uma época com decisões nem sempre consensuais e com critérios por vezes díspares, a direção de corrida esteve sempre sob pressão, com as equipas (e a comunidade F1 no geral) a mostrarem não poucas vezes o seu desagrado, mas a situação de Michael Masi complicou-se com as decisões tomadas no decorrer da última corrida do ano, em especial nas voltas finais em que, após avanços e recuos, mandou apenas cinco carros regressarem à volta do líder, fazendo entrar o Safety Car pouco depois, quando as regras apontavam para outro tipo de procedimento. O mal estar foi grande e a FIA teve de tomar medidas pelo que a saída de Masi acaba por se entender.
A FIA vai implementar um novo sistema, alternando entre o diretor de corrida do WEC, Eduardo Freitas, e o antigo diretor de corrida do DTM, Niels Wittich. Para além de mudar de diretor de prova, a FIA vai introduzir um novo sistema de controlo de prova virtual (uma espécie de VAR na F1), bem como proibir as comunicações diretas da equipa ao diretor de prova. Herbie Blash que foi vice diretor de corrida com Charlie Whiting regressa agora como conselheiro permanente.
É uma mudança profunda na forma como a direção de corrida irá atuar, num ano em que a F1 se revoluciona, com novos carros, novas filosofias e nova governação já implementada, também vemos mudanças do lado da direção da corrida, uma mudança já há muito necessária. Veremos se terá os efeitos desejados, sendo que o nível de escrutínio será intenso.
Para Eduardo Freitas é o reconhecimento do excelente trabalho que tem feito ao longo destes anos no endurance. Freitas é dos nomes mais respeitados da FIA, está mais que habituado a lidar com a pressão de horas a fio no controlo de corridas com três dezenas, ou mais, de carros com os comissários de pista. O maestro das 24h de Le Mans tem tudo para levar a sua calma e clarividência para a F1. É mais um português que já estava no topo do automobilismo e que vê a sua posição reforçada.










