F1: Mercedes deixou de ter vantagem em velocidade de ponta, segundo Horner

Por a 26 Novembro 2021 14:47

Christian Horner tem vindo a público colocar algumas dúvidas sobre a velocidade dos Mercedes nas últimas corridas. A equipa liderada por Toto Wolff diz que o motor que deu a Lewis Hamilton é “apimentado”, mas os homens de Milton Keynes não apontaram outro motivo: a asa traseira dos carros dos adversários. 

Depois dos novos testes introduzidos no Qatar pela FIA, Horner diz que o facto da velocidade de Mercedes e a Red Bull ter sido tão idêntica na reta de Losail, sugere que o equilíbrio de desempenho entre elas se alterou pela primeira vez desde o período  das férias de verão. 

“Penso que o que vimos nas corridas recentes é uma velocidade anormal na reta”, disse Horner ao Motorsport.com. “Penso que Toto tem tido o cuidado de assinalar que tinha havido ganhos na velocidade em reta quando nada mudou, mas é encorajador que esta foi a primeira corrida desde Silverstone que fomos capazes de igualar a sua velocidade e um aumento exponencial nas corridas”. Embora os testes da FIA realizados a partir do Qatar e durante o resto da época não tenham qualquer valor regulamentar, Horner acredita que a simples monitorização da situação é positiva. “Penso que estou contente por ver que está a ser bem fiscalizado. Estou confiante de que os testes que foram introduzidos devem erradicar qualquer capacidade de contornar as regras.”

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6 comentários

  1. NOTEAM1 NOTEAM1

    26 Novembro, 2021 at 15:12

    O que a ser verdade são péssimas notícias para a Red Bull, pois aparentemente, sempre foi uma equipa que marcava a sua vantagem, justamente do ponto de vista aerodinâmico. Vai ser uma ponta final duríssima para o Max e também para o Pérez, pois dá toda a impressão de que vão ter de andar a correr atrás do prejuízo, o que nunca é uma boa receita!

  2. Mpabe Lyan

    26 Novembro, 2021 at 16:10

    A necessidade de sempre mandar uma boca. Por vezes vale mais estar calado, mas este fulano é adverso.

    • Paulo Brasil

      26 Novembro, 2021 at 16:18

      A imbecilidade é mais forte que a razão… Ele é assim não tem mais nada para dar.

  3. jo baue

    26 Novembro, 2021 at 16:36

    Não dá para perceber muito bem estas palavras. O que conta mais não é a velocidade de ponta, mas como esta é alcançada. Foi quase inacreditável a forma como o W12 nº 44, por exemplo na entrada da recta da meta de Interlagos, reduzia a distância para quem o precedia. . Os testes da FIA, monitorização, bem fiscalizado? o que significa? O que tem sido noticiado é o newey ter um dossier detalhado sobre o funcionamento da asa do W12 , informação de um toupeira na MB.

  4. anotheruser

    26 Novembro, 2021 at 19:41

    O que a Mercedes tem feito é prescindir de ter essa velocidade de ponta, usando esse superavit de potência para poder colocar maior carga aerodinâmica.
    Tem feito isso desde há vários anos.
    O tempo de volta ganha-se nas curvas e não numa recta de algumas centenas de metros.

    Há 15 dias o mesmo Horner não percebia o comportamento da Mercedes dado conseguir grande velocidade na recta no Brasil e ter apoio aerodinâmico na asa traseira idêntico ao usado no Mónaco.

  5. Frenando_Afondo™

    26 Novembro, 2021 at 20:27

    A parte gira é que Horner só fala na velocidade de ponta que agora já era igual, para suportar a sua teoria (ou melhor, para insistir na teoria) de que a Mercedes tem uma asa batoteira que lhes permite ter muita velocidade de ponta.

    Mas a realidade é que em Losail a Mercedes ganhou 0.23s à RB… Nas curvas. Porque o equilíbrio do carro era melhor, assim que compensava perder velocidade de ponta, se nas curvas ganhavam tempo e permitia não destruir os pneus (porque quanto menos equilíbrio, mais se “escorrega” por falta de apoio aerodinâmico e logo gasta mais os pneus).

    Li recentemente que os RB têm dificuldades em circuitos que são muito exigentes no eixo dianteiro e os Mercedes é ao contrário, têm problemas em circuitos que pedem mais do eixo traseiro.

    Assim que o que Horner fala é mais fumo para vender a teoria da asa (que continuam sem provas nenhumas, além que o novo teste da FIA não impede a Mercedes da usar, visto não fazer parte do regulamento técnico deste ano).

    A perda de velocidade de ponta deve-se apenas à Mercedes ter mais asa e carga aerodinâmica na asa traseira, porque permite ganhos de tempo nas curvas, algo que não aconteceu no Brasil porque a longa recta compensava a perda nas curvas (e o motor novo ajudou e muito no boost de performance, como é óbvio).

    Mas atenção que a RB tem tido problemas de performance também devido à sua asa traseira. A asa de DRS que queriam usar tem dado problemas, abanando por todo o lado quando aberta e também tem aberto fissuras quando levam com algum impacto (como subir correctores). Daí a fita-cola de urgência em algumas corridas.
    Ora eles na corrida têm usado uma asa de DRS com mais ângulo. O que pode não ser o ideal. Já veremos que asa usam nas próximas corridas, porque um bom carro eles têm de certeza. Para mim isto é Horner a fazer-se a vítima para ver se apanha a Mercedes na curva.

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