A Mercedes espantou o paddock da F1 com o seu conceito “Sidepod 0” em que os flancos foram radicalmente reduzidos. Esperava-se que esta configuração desse uma vantagem tremenda à Mercedes, falando-se que o carro seria um segundo mais rápido que a versão anterior, usada no teste em Barcelona, mas a verdade é que o novo W13 tem dado dores de cabeça.
Toto Wolff admitiu que o novo carro tem muito arrasto (como os flancos são reduzidos, não há tantas superfícies de controlo do ar sujo vindo das rodas da frente e como as rodas de trás estão mais expostas, isso cria também mais arrasto) mas estima-se que a quantidade de apoio aerodinâmico que esta nova configuração possa criar seja um passo significativo. É preciso, no entanto, resolver o problema do efeito oscilatório que tem castigado sobremaneira os pilotos da Mercedes.
“Tropeçámos em circunstâncias que nos fizeram perceber que tínhamos um problema demasiado tarde”, disse Wolff. “Tivemos um primeiro teste sólido, mas sabíamos que provavelmente não era inteiramente relevante porque iríamos trazer uma atualização significativa para o teste no Bahrein e, portanto, talvez estivéssemos a olhar para os resultados e dados do primeiro teste não da melhor forma. É por isso que quando colocámos o carro na pista pela primeira vez no Bahrein ficámos surpreendidos com os problemas que tínhamos e demorou algum tempo a compreendê-los mas estamos em vias de os resolver. Mas isso significa aplicar a ciência, escrutínio e trabalho árduo. Não tenho dúvidas que se desbloquearmos o potencial que está no carro, que estaremos na luta com os tipos da frente”.
Wolff rejeitou sugestões de que a Mercedes poderia avaliar desenhos de carros alternativos.
“Penso que nos comprometemos com o conceito atual e acreditamos firmemente que é o caminho certo”, disse ele. “Quase se pode dizer que perdemos três dias em testes, em que não conseguíamos lidar com a afinação do carro e com as oscilações mas estamos a tentar recuperar o tempo perdido. Somos os terceiros mais rápidos, isto é pelo menos o que parece. Agora precisamos de ver se conseguimos consolidar isso na corrida. Somos honestos com as nossas expectativas e calibrações, é onde estamos. Falta-nos provavelmente cerca de meio segundo em qualificação”.









