F1: Mercedes continua a tentar-se livrar-se do ‘porpoising’, mas a Red Bull tem outras ideias…

Por a 16 Junho 2022 11:52

A Mercedes continua a trabalhar para se livrar do porpoising, mas a Red Bull não quer que isso suceda com intervenção da FIA…

Houve vários tipos de dor no GP do Azerbaijão: Charles Leclerc, Carlos Sainz e a Ferrari tiveram de lidar com a dor emocional de corrente dos abandonos, Lewis Hamilton enfrentava a dor física no seu Mercedes enquanto lutava com os saltos (porpoising) em Baku.

Quer se trate do fenómeno do porpoising, quando os monolugares ‘saltitam’ conforme conjugação do downforce com o ar que passa debaixo do carro, ou o saltitar decorrente duma pista citadina, seja como for é desconfortável para os pilotos da Mercedes neste momento, a verdade é que numerosos pilotos falaram sobre o assunto e estão interessados em ter discussões com a FIA, mas as equipas que não sofrem o mesmo nível de ‘porpoising’ sugerem que se trata de uma falha nos desenhos dos carros, pelo que não devem ser feitas concessões.

Por exemplo, os homens da Red Bull não se queixam tanto, dizendo Christian Horner que tem a ver com o refinamento aerodinâmico do carro, o que parece ser o caso.

As longas retas do Canadá podem levar a questões semelhantes este fim-de-semana, onde é provável que consigamos mais exemplos de pilotos que podem enfrentar esse desafio físico. No entanto, quão má é a situação, e que potenciais soluções podem ser postas em prática, são tópicos que continuam a dividir as opiniões.

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7 comentários

  1. Patucho10

    16 Junho, 2022 at 13:05

    Aqui está um bom exemplo de que os interesses das equipas vêm ao de cima e não interessa se é perigoso para a saude dos pilotos o que importa é somente o momento.
    A Red Bull é a que sofre menos com o porpoising, fizeram um excelente trabalho, e demonstra que é a equipa que melhor conseguiu evoluir o carro desde o inicio do ano. Agora quando se fala em colocar alternativas por causa do porpoising a Red Bull é contra, porque isso retira a vantagem que têm no momento, mas no inicio foi a pioneira para que se aumentasse o peso mínimo, e a bem pouco tempo queria que se aumentasse o orçamento da época para poderem continuar a desenvolver o carro sem terem problemas de passar o limite.
    Por este tipo de jogos de interesses das equipas que eu defendo que as regras são para se cumprir, e custe muito de A a Z não pode haver clubite nestas decisões.

    • Rui Gil

      16 Junho, 2022 at 14:39

      Concordo plenamente. Ja o ano passado quando alteraram os regulamentos a nivel da aerodinamica prejudicando os carros de low rake e benefeciando os de high rake. Não foi sequer por uma questão de possivel segurança, e ai certas equipas não se queixaram. Enquanto as outras viram varios anos de trabalho iram quase pelo cano a baixo.

    • [email protected]

      16 Junho, 2022 at 18:02

      As regras são para cumprir é uma frase linda …..especialmente quando estas nos servem os propósitos. Mas quando no ano passado avacalharam as regras para parar a MB nunca lhe vi essa posição. O que é certo são os problemas de coluna que irão aparecer. E é ridículo que o o dito pináculo do desporto automóvel nem sequer ter amortecimento adaptativo, coisa que qualquer Golf pode ter.

  2. Speedway

    16 Junho, 2022 at 14:55

    A AMG em matéria desportivismo é um “exemplo ” com passado e obra feita.
    Daí que os seus “conselhos” sejam de seguir !
    Se quisessem ver outra forma de estar no desporto…olhem para uns vizinhos que vivem lá para os lados de Stuttgart. Tem um nome de familia. Chamam-se os Porsche !

    • [email protected]

      16 Junho, 2022 at 16:59

      A Porsche? Com a sua política de participação intermitente seja qual for a categoria…? Não faça rir o mundo. Então em matéria de F1 excepto de 84 e 86 quando mercê da sua grande experiência em turbo-alimentação tiveram um breve estado de graça nada fizeram. E olhe que não permito a ninguém ser maior fã da marca do que eu, mas entre o 956/962 e o 919 deram-me grandes amargos de boca.

      • Homem do Leme

        17 Junho, 2022 at 16:17

        Isso do maior fã da Porsche ainda temos de conversar!!
        Agora quanto à intermitência na competição, sobretudo nos escalões superiores da resistência que é claramente o “reino” da marca, parece-me que tem tido mais a ver com a politica da casa-mãe (grupo VW) do que por opção própria, aliás da última vez com o 919 acabaram por sair após 3 vitórias consecutivas por arrasto do dieselgate. Quanto à F1 nunca pareceu ser uma prioridade da marca.
        Quanto a desportivismo acho que o que se passou em Le Mans 1974 diz tudo! É simplesmente outro patamar…

  3. Chicanalysis

    16 Junho, 2022 at 17:56

    A proposta da mercedes é falaciosa, se realmente a sua preocupação fosse a segurança e o conforto dos pilotos podiam simplesmente aumentar a altura ao solo e resolver esse problema. É claro que tal implicaria uma perda de desempenho, daí apelarem a uma alteração de regras. Os casos do peso mínimo e do teto orçamental são diferentes, nessas situações não foram apontados falsos pretextos e os benefícios decorrentes chegariam a todas as equipas (menos a alfa-romeo, daí eu também não defender a mexida nessas regras).
    O problema da mercedes é que o tiro pode sair-lhes pela culatra. Se a FIA quiser ser justa pode determinar que as equipas não ultrapassem um determinado nível de oscilação ou impacto no solo, o que poderá ser medido com sensores de força G vertical ou de impacto. Nesse caso, quem não tem sofrido tanto com o efeito ficaria como está e aqueles que se queixam seriam obrigados a encontrar soluções.

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