A Mercedes dominou novamente em 2020, mas o cenário poderia ter sido muito diferente se a pandemia não viesse alterar o calendário.
A Mercedes terminou os testes em Barcelona com uma grande preocupação ao nível da fiabilidade. É raro vermos carros dos flechas de prata voltarem em cima de um reboque para o pit lane mas a verdade é que as unidades motrizes germânicas começaram a manifestar problemas, que foram identificados mas que necessitavam de trabalho.
A resolução não seria rápida e por altura que o Grande Circo seguiu para a Austrália havia mais dúvidas do que certezas. Mas a paragem do campeonato deu à equipa o tempo necessário para resolver os problemas.
“Para ser honesto, a COVID veio mesmo na altura certa”, diz o chefe designer da Mercedes John Owen ao Motorsport.com. “O nosso departamento de responsável pela Unidade Motriz tinha descoberto um problema persistente e ainda estava à procura de uma solução. Eles precisavam de mais tempo, mas esse tempo já se tinha esgotado antes da Austrália”.
“A época não começou na Austrália. Pouco tempo depois, o nosso departamento de motores conseguiu resolver os maiores problemas. Mas poderia ter sido bastante complicado se a época tivesse começado. Tivemos um pouco de sorte”, diz Owen.
Na verdade, a Mercedes não teve praticamente nenhum problema de fiabilidade em 2020. Apenas os sensores levantaram algumas preocupações na Áustria e Valtteri Bottas teve de abandonar o Grande Prémio de Eifel mais cedo.












