Na psicologia, a tendência do ser humano para evitar riscos excessivos – conhecida como aversão ao risco – tem bases evolutivas, emocionais e cognitivas.
A aversão ao risco é a relutância natural dos indivíduos para aceitar situações com retorno incerto, mesmo que possam oferecer potenciais ganhos mais elevados. Preferimos opções mais seguras e previsíveis porque o medo de perder ou de sofrer consequências negativas é, psicologicamente, mais impactante do que a perspetiva de ganhar.
Foi um pouco o que sucedeu com a McLaren no GP de Singapura, onde selou brilhantemente o décimo título de Construtores e repetiu o feito do ano passado ainda com seis corridas por disputar, graças ao terceiro lugar de Lando Norris e ao quarto de Oscar Piastri. No entanto, a performance mostrada em corrida deu a entender que poderia ter havido margem para maior ambição.
É verdade que no traçado de Marina Bay é muito difícil, e logo arriscado, ultrapassar, mas a McLaren tinha o carro mais rápido, o seu ritmo revelou-se realmente forte depois da paragem de Verstappen, quando Norris e Piastri começaram a recuperar tempo ao líder Russell, e se tivessem prolongado o primeiro stint mais 10 ou 15 voltas, podiam ter regressado à pista com pneus muito mais frescos e com isso passar Verstappen e até, talvez chegar à luta com George Russell. No entanto, a equipa preferiu parar cedo para se proteger…da Ferrari!
Por outro lado, a equipa preferiu não arriscar ‘baralhar’ as posições dos seus pilotos, que como se sabe estão a lutar pelo título mundial. E isso é um excelente argumento para ser levado em conta.
FOTO Phillippe Nanchino/MPSA










