Faltam seis fins de semana de competição para a parceria entre McLaren e Honda terminar. A segunda união das duas marcas ficou muito longe do sucesso da primeira parceria das duas marcas. A falta de resultados levou a que a McLaren rompesse o contrato com a Honda e passasse para a Renault. As negociações entre as duas marcas foram duras e o diretor de corridas da McLaren, Éric Boullier, contou que a equipa de Woking chegou a propor à Honda um ano sabático para trabalhar sem pressão no desenvolvimento dos motores.
“Já nos testes, vimos que íamos enfrentar sérios problemas. Começámos a pensar em soluções e uma delas, foi a sugestão de um ano sabático para lhes dar uma oportunidade de alcançar um nível mais adequado, enquanto isso nós correríamos com outro motor. O momento crucial aconteceu mesmo após os testes em Barcelona, quando tentámos trabalhar e ajudar a melhorar a situação num curto espaço de tempo, inclusive conversando com outros fabricantes de motores e, sem entrar em detalhes, tornou-se óbvio que eles não iam conseguir chegar aos objetivos que havíamos traçado para a temporada”, contou o francês à revista francesa ‘Auto Hebdo’.
Boullier acha, no entanto, que algumas medidas poderiam ter sido tomadas ainda no início do vínculo entre as duas empresas, para evitar os problemas enfrentados ao longo das três temporadas. “Na verdade, a ideia original era ótima: reviver a história da McLaren. Mas acho que algumas situações poderiam ter sido resolvidas de forma diferente no começo. Mas é sempre mais fácil dizer isso agora”, concluiu.









