Na apresentação oficial da F1 do monolugar de 2022, Ross Brawn explicou que a filosofia do programa foi trazer, “mais lutas em pista e corridas mais emocionantes, com lutas mais renhidas. Queremos os pilotos a lutarem em pista, roda com roda. Para o conseguir temos uma asa dianteira mais simples, o fundo plano é também mais simples, com mais efeito solo. Este é o começo de uma nova era, uma nova filosofia, uma nova cultura onde a capacidade destes carros permitirem corridas mais renhidas será vital para o futuro da F1”
No entanto, Mattia Binotto, em declarações à edição neerlandesa da publicação Motorsport, avisa que não tem certeza que com o carro de 2022 seja mais fácil ultrapassar.
“Está definitivamente na filosofia e nos objetivos daqueles que inventaram estas regras. É preciso que haja mais corridas de proximidade com menos diferenças entre os carros, mas, para começar, é preciso um carro mais rápido para ultrapassar. Por isso, não está realmente claro como será mais fácil ultrapassar. Se eu olhar para os dados do nosso carro no túnel de vento, não posso realmente dizer que a ultrapassagem se tornará mais fácil”.
O líder da Scuderia Ferrari também deixou a indicação que podemos assistir a carros muito idênticos com estes regulamentos, que são mais apertados e onde as equipas têm menos liberdade criativa.
“Os regulamentos são tão restritivos que acho que em breve chegaremos ao ponto de convergência: uma vez definidos a arquitetura e os conceitos do carro, há pouca liberdade. Não há defletores depois da asa da frente. Só podemos trabalhar nas asas – que já parecem simples – e no fundo, mas não é possível muito mais”.












