A Honda anunciou a sua saída do desporto no final de 2021 e o antigo piloto da Fórmula 1 e atual comentador, Martin Brundle, diz que esta saída expõe um problema maior: a complexidade e custo dos atuais motores V6 turbo híbridos.
“Sempre achei que os motores V6 híbridos eram um erro. São demasiado pesados, caros e complexos. Sei que para 2026 a Fórmula 1 está a trabalhar num novo motor e isso é cada vez mais importante, após este anúncio [da saída da Honda]”, afirmou Brundle.
“Ninguém imagina outro fabricante a juntar-se à Fórmula 1 com este motor híbrido dispendioso. Agora temos de ver o que o desporto consegue fazer com um novo motor e que este seja excitante para o adeptos e bom para o espetáculo. Todos sentimos falta dos V8 e V10”, finalizou Brundle.











Sem dúvida! Os motores actuais da F1 são uma amalgama de tecnologia complicada, cara e inútil, quando se quer dar ao piloto uma máquina rápida e utilizável do ponto de vista da condução pura que nãp o faça de pender muitas vezes das opções de “engenharia de box”, e que não dependa em 90 % da gestão e integração técnica de cada um dos seus componentes. Bastaria uma formula baseada num motor sobrealimentado de 4 ou 6 cilindros uma cilindrada entre os 1500 e os 2000 para termos motores de 1000 hp muito mais baratos e fáceis que os actuais.… Ler mais »
Esse modelo já foi usado e esgotado
6 anos depois é que este se lembrou de falar? Já toda a gente estava careca de saber que esta geração de motores iria arruinar a F1, a juntar a um domínio asfixiante da Mercedes torna o interesse da F1 praticamente nulo, nem encanto nem entretenimento a F1 actual vive do que conquistou no passado, já nem marcas com história querem nada com a F1 actual e isso deveria tocar as campainhas da Fia e F1 para se fazerem mudanças profundas. Tudo o que se fez para atrair equipas não funciona as construtoras começam a sair (julgo que a Renault… Ler mais »
Isso é que era F1 a sério! Vá lá explicar isso aos americanos dos Demolition Derby ou corridas de Indy Car de trás para a frente ….
Peguem nos V10 de 2004 e modernizem-nos, tornando-os mais económicos, juntem o KERS e está feito. Mudem o combustível, por exemplo etanol como na indy e produzam-no a partir do arresto de CO2 da atmosfera é a solução para as zero emissões.
Como produzes etanol a partir de CO2? Quais são os custos desse arresto?
Torres de algas expostas ao sol (fotões) … funciona e há uma instalação experimental há anos em Porto Santo. Produz O2 e H2 e o C alimenta as algas que crescem e são alimentares, pelo menos para peixes e gado.
Caro é fazer hidrocarbonetos do H2 e do carbono, mas do H2 com mais CO2 fazer etanol (C2H5O2) é só catalizar …
Obrigado pela resposta. Não estamos ainda em fases muito experimentais? Até conheço uma empresa que foi criada para esse fim mas penso que derivou para produtos químicos mais rentáveis.
A F1 sempre foi cara, mas com estes regulamentos exageraram.
Era um regulamento feito a pedido de 2 familias .Para uma resultou. Para a outra, nem fazendo coisas “por fora”, não.
Quantos dizem por aí que os anos 80 é que eram… Como eram os motores? Turbo? V8 ou V10? Não 4 em linha ou V6 e ninguém reclamava do barulho. Quem fez os atuais regulamentos? A FIA e os fabricantes de motores. Quais? Todos os que lá estão mais uns tantos interessados? Porque alteraram? Para fazer uma F1 mais verde e tecnologicamente atrativa para os fabricantes. Temos um paradigma. Por um lado querem a F1 como motores mais simples mas os fabricantes não querem isso porque estão o mundo está a solicitar soluções mais verdes e elétricas.. Regressar aos V8… Ler mais »
Depois de o Piloto favorito dele, o Hamilton, ter feito uma barrigada de títulos numa equipa dominadora…é que ele se lembra disto? Há muitos que estas unidades motrizes deveriam ter sido simplificadas. Provavelmente teríamos muito mais construtores, e muito provavelmente ainda a Honda.
Tolices. Quando houve mais constructores deu barraca da grossa e foram para casa de cabeça baixa.
A única forma de construir um motor de combustão compacto, muito potente, com grande binário, com poucas peças móveis e com consumo/potência racionalizados é um 4 ou 6 cilindros Turbo. É verdade para os carros de estrada e para os de competição. Vejam a formula Indy que já o utiliza há décadas. Quando o turbo foi adoptado na F1, toda a electrónica era ainda muito rudimentar o que levava a quebras frequentes do motor. Hoje isso é problema ultrapassado. Motores aspirados V12 e V10 são apelativos, mas têm elevado numero de peças móveis, um deficiente desempenho ao nível do consumo/eficácia… Ler mais »
Juro que às vezes me apetece pegar num ferro e martelar a FIA/F1 nos cornos! (LOL.) Estes gajos são do mais estúpido que já vi! Estão a trabalhar num novo motor? Aí é? Para quê ca**lho? O que eles têm que fazer é dar condições para que as equipas/marcas entrem na F1, gastem pouco e tragam a tecnologia que quiserem desenvolver! Não têm nada que colocar pré-requisitos tecnológicos!
Oh meu Deus, eu passo-me com a FIA/F1!
Quanto ao que Brundle disse, concordo, pois claro.