Martin Brundle não ficou impressionado com as sucessivas tentativas de pressão dos chefes de equipa ao diretor de corrida, Michael Masi. Segundo o comentador britânico, este tipo de situação é inaceitável.
As comunicações rádio entre os responsáveis das equipas e Michael Masi começaram a ser questionadas pelos fãs e mostraram uma pressão constante por parte dos homens da Mercedes e da Red Bull no diretor de prova. Martin Brundle considera inaceitável que tal aconteça:
“No primeiro incidente do Safety Car, quando o Alfa Romeo de [Antonio] Giovinazzi avariou perto de uma estrada de serviço, tivemos o Toto [Wolff ] no rádio para Masi dizendo, ‘Hey Michael, no Safety Car!’, tentando influenciar uma decisão de segurança. [É] completamente inaceitável e o Toto sabe disso. Não podemos ter isso. O que costumava acontecer nos dias de Herbie [Blash] e Charlie [Whiting] é que eles tentavam falar com o Charlie [e] Herbie respondia, ‘Ele está ocupado no momento, ele já responde’. Claro que não respondia, porque Charlie estava ocupado a resolver a confusão que estava na pista e a trabalhar para compreender quando é que a corrida poderia ser reiniciada”.
“Para mim, esse foi um dos aspetos mais desconfortáveis da época”, continuou Brundle. “Vimo-lo na Arábia Saudita, Silverstone, diretores de equipa no escritório dos comissários, tentando discutir com eles a meio da corrida – isso tem de parar. Conseguem imaginar um treinador [noutro desporto] a correr no campo, a pressionar decisões que o árbitro vai tomar a seguir? Não, não se pode ter isso”.












