F1: Liberty vai vender passes para o ‘paddock’
Para que se perceba quão importante era para Bernie Ecclestone a ‘Zona VIP’ da sua atividade, atente-se a uma carta que escreveu há uns anos a Cyril Abiteboul, na altura responsável pela Caterham F1: “Caro Cyril, Por favor lembre-se que sempre que possível o acesso à grelha de partida deve ser utilizado para celebridades, ‘notáveis, ou em alternativa, como sempre, personalidades realmente glamorosas. Isto não tem a ver com a questão desportiva, mas faz parte do ‘show business’ da Fórmula 1. O vosso, Bernie”. Agora ficou a saber-se que os novos donos da Fórmula 1 (a Liberty Media), vão começar a abrir o paddock da F1 ao público em geral.
Como se sabe, Bernie Ecclestone sempre guardou o ‘paddock’ como se de um santuário se tratasse e ‘passes’ de paddock eram quase impossíveis de obter para o público em geral. Esta estratégia sempre foi muito criticada, por exemplo pelo antigo piloto Hans-Joachim Stuck: “Quando os adeptos se apercebem que tudo está fechado, eu não me admiro que se afastem da F1”, afirmou o alemão à publicação especializada em economia ‘Sponsors’. Contudo na semana passada Ecclestone defendeu essa filosofia. “Na F1 temos que gerir o negócio como se fosse um restaurante com cinco estrelas Michelin e não um bar que vende hamburgers”, afirmou o ex-patrão da F1 ao jornal britânico ‘The Mail on Sunday’.
Bernie Ecclestone foi crítico em relação à nova abordagem feita pela Liberty dizendo que tem uma cultura americana e que nas corridas americanas se deixa entrar toda a gente no ‘paddock’ e nas boxes. O que agora parece ser o caso com a empresa a anunciar que no Grande Prémio da Austrália decidiu iniciar aquilo que chama de ‘Experiências de F1’, dando aos fãs a possibilidade de comprar o acesso ao ‘paddock’. “Queremos que as pessoas experimentem este desporto entusiasmante e que está nos nossos planos fazer”, afirmou o diretor comercial da F1 Sean Bratches. Mas já há alguma resistência a esta nova abordagem da Liberty, a julgar pela reação de um patrocinador, que considera que a medida vai desvalorizar a F1, uma vez que os passes de ‘paddock’ estão no coração da maioria dos negócios. Mas a Liberty mantém-se determinada a levar por diante a ideia, com Ross Brawn, o diretor desportivo da F1, a declarar ao Auto Bild que as pessoas têm de ter mais pelo que pagam.
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Speedway
23 Março, 2017 at 16:52
Ideia correcta embora o plantel de F1 seja realmente minguado: apenas 10 marcas e 20 pilotos. Muito pouco. Desilusão pela certa. E o que se vê não é muito, dado que as equipas fecham quase tudo aos olhos indiscretos. Era algo que a FIA devia legislar urgentemente e proibir as equipas de tapar o que quer que seja, quer em treinos quer em corrida. Os fãs é que fazem a F1 e da nada vale abrir o paddock quando as equipas tapam quase tudo o que há para ver.
Esconder é um desrespeito pelo público isso sim. Também nisto a Ferrari é muito culpada, pois sempre foi a marca desconfiada de tudo e de todos, que começou a tapar e a esconder quando os outros ainda não faziam isso, e deu um mau exemplo também nesse aspecto. Hoje quase todos fazem isso, mas era algo que devia, repito, ser proibido. Nada de cartas escondidas. Jogo aberto.
rodríguezbrm
23 Março, 2017 at 20:31
América- Europa? Das melhores versões (?):
https://www.youtube.com/watch?v=R96jRnBYymU
rodríguezbrm
24 Março, 2017 at 9:07
Oops vejo agora troquei o link com o de Bathurst / American style , mas tb serve, é uma americana na europa