F1, Lewis Hamilton: “Lift and Coast? Não acho nada estranho, é apenas diferente”
Lewis Hamilton acredita que teria conseguido melhores resultados com a Ferrari em 2026 caso o regulamento técnico não tivesse sido revisto. Apesar de nunca se ter dado bem com os carros de efeito de solo, o britânico acredita que poderia ter tido mais sucesso se os regulamentos anteriores se mantivessem. Hamilton realçou ainda que está num bom momento da sua vida.
A temporada de 2025 foi a pior da carreira de Hamilton: o britânico não subiu ao pódio em nenhuma corrida e chegou a qualificar-se em último em Las Vegas por mérito próprio de ritmo puro — ambas as situações inéditas na sua carreira. O problema estava no estilo de condução: Hamilton prefere travar tarde e de forma agressiva, fazendo uma trajetória em “V” nas curvas, enquanto os carros de efeito de solo recompensavam uma condução em “U”, com travagem antecipada, levando a velocidade para a curva, tendendo para subviragem e pouca mobilidade traseira — algo que Hamilton não aprecia.
Os carros de 2026 têm uma filosofia aerodinâmica diferente, com rake e são, pelo menos no papel, mais adequados ao seu estilo. O piloto britânico lamenta, contudo, não ter podido desenvolver um Ferrari de efeito de solo desde a base, algo que, na sua opinião, poderia ter feito a diferença. O piloto fez questão de salientar também que está numa excelente fase da sua vida, o que também tem contribuído para a melhoria da sua forma:
“Bem, primeiro, estou num bom momento da minha vida, e segundo, acho que os carros são mais agradáveis de conduzir do que os de efeito de solo” disse Hamilton, citado peloracingnews365.com. “No entanto, se tivesse tido mais um ano com os carros de efeito de solo, teria sido um carro no qual eu teria participado no desenvolvimento. Acho que provavelmente teria sido mais feliz no carro deste ano do que no do ano passado, mas também já não há saltos, por isso é uma combinação dessas coisas.”
Quanto aos novos carros e à necessidade de lift and coast e de super clipping, alvo de críticas generalizadas por reduzirem o espetáculo em pista, Hamilton relativiza as críticas, lembrando que o lift and coast já era praticado no passado, embora com um objetivo diferente.
“Não acho nada estranho, é apenas diferente. Acho que o lift and coast é algo que já fizemos no passado, mas na maior parte das vezes era para poupar combustível ou pneus. Agora é para otimizar a energia ao longo da volta, por isso de circuito para circuito vai ser diferente. Portanto, não é necessariamente estranho, é que numa volta de qualificação queres estar com potência máxima até à zona de travagem de uma curva, mas esse não é o caso hoje.”
Foto: MPSA
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