Lawrence Stroll, acionista da Racing Point mostrou-se espantado com o castigo e multa que a sua equipa foi alvo, tendo feito uma das suas raras intervenções públicas para rebater os rivais. Em primeiro lugar, preferiu que a sua equipa emitisse um comunicado a reagir à decisão da FIA ao invés de se expressar publicamente, porque “estava extremamente zangado com as sugestões dos nossos competidores que fazemos batota”, referindo-se a vários chefes de equipa que expressaram a sua opinião sobre a pena atribuída, especialmente a decisão que permite à Racing Point continuar a utilizar as mesmas condutas de travões.
Ferrari, McLaren, Williams e Renault manifestaram a intenção de apelar da decisão, e a Racing Point também o deverá fazer: “nunca fiz batota na minha vida, estas acusações são para mim totalmente inaceitáveis e não são verdadeiras. A minha integridade e da minha equipa, estão fora de questão. Toda a gente na Racing Point ficou chocada e desapontada com a decisão da FIA e estamos firmemente convictos da nossa inocência”
Stroll destacou que: “houve uma ausência de orientação ou esclarecimentos específicos por parte da FIA relativamente à forma como a transição para as peças listadas, poderia ser gerida dentro do espírito e intenção dos regulamentos.
“As regras, tal como estão escritas, declaram que após 2019, nenhuma outra informação sobre a conceção das condutas de travões poderá ser partilhada ou adquirida. Nesse momento, o que sabe e aprendeu, é a sua própria informação. A partir desse momento, está por sua conta e risco. O que foi exatamente o que fizemos.
Portanto, não houve qualquer orientação por parte da FIA em relação à forma transição de artigos não listados para artigos listados e a Racing Point recebeu em março de 2020 confirmação escrita da FIA no que diz respeito ao nosso cumprimento nessa matéria. Esta semana também fiquei chocado ao ver a FIA introduzir uma nova cláusula ‘avô’ (ndr, uma disposição em que uma regra antiga continua a aplicar-se a algumas situações existentes, enquanto uma nova regra se aplicará a todos os casos futuros), que nunca tinha existido anteriormente.
“Para além do facto claro da Racing Point ter cumprido os regulamentos técnicos, estou chocado com a forma como a Renault, McLaren, Ferrari e Williams aproveitaram esta oportunidade para apelar, e ao fazê-lo tentaram diminuir as nossas atuações. Eles estão a arrastar o nosso nome pela lama e eu não vou ficar de braços cruzados, muito menos aceitar isto. Tenciono tomar todas as medidas necessárias para provar a nossa inocência. A minha equipa tem trabalhado incansavelmente para ter um carro competitivo e estou verdadeiramente aborrecido por ver esta falta de desportivismo dos nossos concorrentes. Compreendo que a situação em que a FIA se encontra é difícil e complicada por muitas razões, mas também respeito e aprecio os seus esforços para tentar encontrar uma solução no melhor interesse do desporto”.









