2022 é um ano importante para a Alpine. A chegada da nova era deveria ser, supostamente, a chegada também de uma Renault mais forte e capaz de lutar pelo título, mas o plano foi mudado e a equipa passou a ser Alpine, com uma estrutura completamente diferente, que este ano voltou a mudar. Mas o otimismo mantém-se e os responsáveis olham para este ano como uma oportunidade de dar o salto. Vai ser preciso inovar do lado do chassis, mas também do lado do motor e este ano a esperança na nova unidade motriz é redobrada.
Laurent Rossi, CEO da equipa francesa, foi ambicioso no seu discurso de pré-época, citado pelo jornal A Marca. “Para nós, esta época é uma mudança de jogo. Espero que possamos diminuir a diferença para as equipas mais rápidas”, disse ele. “Foi por isso que disse à equipa ‘explorar os limites tanto quanto possível, e não quis saber da fiabilidade”, explicou Rossi. “Prefiro ter uma unidade onde possa ter a certeza de que o máximo desempenho foi alcançado do que ficar sentado confortavelmente com uma unidade fiável que não funciona. Agora estamos a ir exatamente na direção oposta [em busca da fiabilidade, depois de ter encontrado a performance]. A boa notícia é que fizemos milhares de quilómetros com o novo motor ao longo das últimas semanas. O motor foi completamente redesenhado”, continuou Rossi. “Todo o conceito é novinho em folha. Em primeiro lugar e acima de tudo, apresenta o turbo dividido. Mas isso é apenas um elemento que torna a unidade inteira mais compacta. O motor é mais leve e funciona numa janela mais ampla em termos de temperatura e pressão [de ar]. Espero que nos permita recuperar o atraso e reduzir a distância até ao topo”.











