O ‘negócio’ F1 cresce a olhos vistos, os números comprovam-nos a Fórmula 1 como um todo cresce em toda a linha, mas os seus responsáveis a Liberty Media ‘disparam’ em todas as direções na procura de mais e melhor. E no centro desse objetivo está o que já estão a fazer com Las Vegas. Certos que, para o ainda maior crescimento nos EUA, a corrida de Las Vegas vai ter uma importância fulcral, quer usar outro exemplo para, noutras escalas, fazerem algo paralelo. Sabendo que a corrida de Las Vegas vai gerar grande ruído nos EUA para a F1, a Liberty Media sabe que ali muito gente vai ‘despertar’ para a F1, e pretendem usar esse exemplo e replicá-lo, noutras zonas: “Las Vegas vai chamar a atenção ao nosso desporto a muitas pessoas que anteriormente não estavam conscientes dele. Há jovens de 16 e 17 anos que estão loucos e se levantam todos os domingos de manhã para assistir, há muitas pessoas que realmente não seguem a F1, mas depois de Las Vegas será difícil não ver F1, pois o que vamos fazer será barulhento, e receberemos muita atenção com isso”, disse Greg Maffei, CEO da Liberty.
Mas o que vai a Liberty fazer em Las Vegas? Investiram num terreno não muito longe da Strip de Las Vegas, aquela zona que corresponde a uma secção de 6,7 km da Las Vegas Boulevard, onde se localizam a maioria dos hotéis e casinos da zona de Las Vegas, onde estão a construir instalações permanentes para a F1, bem como o paddock, numa zona que inclui a grelha de partida e algumas curvas do traçado. É caro, mas serve para vários anos. Ao invés de estruturas temporárias, usam quando precisam, provavelmente cedem para outros fins quando não precisam. Os edifícios serão utilizados durante todo o ano, tanto para a F1 como para a cidade. Sabe-se ainda muito pouco disto.
E este modelo de negócio pode ser extensível a outras pistas: “Vegas é única por muitas razões, a oportunidade económica é grande, e como não havia um promotor natural, era um papel bom para nós preenchermos, e com isso testarmos algumas das teorias que tínhamos sobre promoção. Por isso, foi uma oportunidade única. E é um grande laboratório de testes.
“Pode haver outras cidades? Penso que há muitos países onde é óbvio que seríamos menos eficazes como promotores do que nos EUA. Pode haver algum lugar onde possamos operar com razoável eficácia, ou talvez ter alguma forma de co-promoção. E isso poderia ser interessante. Mas Vegas é relativamente único em termos de ser o tipo de lugar onde faríamos o que temos feito”, disse Maffei ao Motorsport.
Este deverá ser uma espécie de exemplo para todos os outros promotores seguirem. Claro que, cada um à sua escala. Resumindo, esta poderá ser uma experiência para organizar melhor os Grandes Prémios do futuro.











