Lando Norris foi um dos pilotos em destaque em 2022, algo que já vem sendo habitual para o piloto britânico. Mas estará o jovem preparado para outras lutas?
Norris chegou à F1 em 2019, fruto de uma aposta muito séria da McLaren, que viu no jovem piloto o seu porta-estandarte para o futuro. Norris chegou ao Grande Circo com uma certa dose de timidez e ingenuidade, mas com muitos quilómetros de testes feitos, o que deixava relativamente bem preparado para as exigências da F1. Teve a sorte do seu lado a sorte de entrar num contexto favorável, numa altura em que a equipa se reconstruia e tinha tempo para desenvolver um jovem talento. Kevin Magnussen e Stoffel Vandoorne não tiveram a mesma sorte. Teve também a sorte de ter ao seu lado um bom colega de equipa. Carlos Sainz foi importante para o britânico, criando uma relação de trabalho construtiva para ambos e para a equipa em que todos ficaram a ganhar. Outros pilotos poderiam ter usado a velha tática do “cada um trabalha por si” e a evolução de Norris poderia ter sido menos imediata.
No primeiro ano foi 11º (49 pontos) numa época em que fez muitas corridas em bicos de pés, mais focado em terminar provas e amealhar experiências do que em performance pura. Em 2020 ( 9º lugar – 97 pontos) vimos o primeiro pódio de Norris, num arranque de época fulgurante e em 2021 (6º lugar – 160 pontos), cimentou o seu lugar na equipa, ficando à frente de Daniel Ricciardo (8º lugar – 115 pontos). Foi em 2021 que Norris começou a mostrar mais estofo para ser líder da equipa, o que conseguiu em 2022 em que foi claramente superior a Ricciardo. Terminou o ano em sétimo com 122 pontos, mas voltou a ser o melhor piloto do segundo pelotão.
A qualidade de Norris já não é alvo de dúvidas, mas será que o jovem britânico já está preparado para as lutas pelo título? Se a McLaren conseguissem em 2023 fazer um monolugar capaz de lutar pelo título, estaria Norris em condições de lutar de igual para igual com Max Verstappen, Charles Leclerc, Lewis Hamilton, entre outros? Ou a falta de lutas ao mais alto nível começa a ser um problema para a evolução do jovem piloto. Esta sondagem é feita sem pensar no momento de forma da sua equipa, e apenas na sua capacidade individual.










