Robert Kubica está de regresso à F1, mas talvez venha a ter um regresso mais difícil ainda do que o antecipado. O piloto polaco, cuja história de superação desde o seu acidente até ao regresso à F1 merece ser contada várias vezes, tem agora pela frente a tarefa de mostrar que continua com as qualidades do passado. Talvez não tenha a melhor ferramenta para isso em 2019.
O piloto admitiu que existe uma espécie de êxodo da equipa, com vários membros a saírem, fruto dos maus resultados:
“Não é um período fácil porque muitas pessoas a sair da equipa”, disse Kubica à Eleven Sports. “E é difícil encontrar bons funcionários quando eles percebem que a equipa não tem um carro veloz.”
Um dos principais elos de ligação entre o piloto e o resto da equipa é o seu engenheiro de corrida, mas para já o piloto ainda não sabe com quem irá trabalhar no futuro:
“Este foi um dos principais tópicos antes de assinar o contrato”, acrescentou. “Mas ainda não recebi uma resposta. Tentei descobrir este fim de semana para poder trabalhar com essa pessoa nos testes, porque já é hora de começar a trabalhar bem.”
“Estou no paddock há muito tempo para me preocupar com um carro que só estará na pista no final de fevereiro. Porque isso não mudará nada”, continuou o polaco”. Em 2008, na BMW, estávamos quatro segundos fora do ritmo nos testes, mas em dois meses invertemos a situação. Williams está em uma situação diferente disso. Não haverá tais milagres. Eu abordo a próxima temporada de forma muito realista. Se estivermos em oitavo ou nono lugar na Austrália, será muito bom. Mas não cabe a mim definir esses objetivos”.
Com a saída de alguns patrocinadores importantes e um carro que esteve muito longe da performance exigida para sequer ameaçar o meio da tabela, a Williams terá um inverno complicado pela frente, com muito trabalho. Será um desafio tremendo, mais agora, sabendo que vários elementos estão a sair da equipa, se calhar a serem absorvidos pelas restantes estruturas da F1. Será a Williams capaz de inverter este ciclo negativo? Para já a escolha dos pilotos é muito mais entusiasmante que a do ano passado e talvez isso possa atrair mais atenção à equipa. George Russell é um piloto com muita qualidade, como confirma o título de F2 conquistado em Abu Dhabi. Kubica trará consigo mais apoio de uma base de fãs muito fiel e o interesse dos media em perceber qual a forma do piloto. Uma coisa parece certa, o ressurgimento da equipa de Sir. Frank Williams não parece ser tarefa a curto prazo.












