F1, Juan Pablo Montoya: “Yuki Tsunoda fez melhor que Liam Lawson faria”
Enquanto a Red Bull adia a definição do alinhamento de pilotos para 2026, Juan Pablo Montoya analisou o cenário com pragmatismo e alguma dose de ceticismo. Com Max Verstappen assegurado na equipa principal e Isack Hadjar bem posicionado para subir, a luta pelos restantes lugares centra-se agora em Liam Lawson, Yuki Tsunoda e Arvid Lindblad, candidatos às duas vagas na Racing Bulls.
Montoya considera que Tsunoda, apesar do seu défice de performance face a Verstappen — 28 pontos contra 341 —, pode manter o lugar por razões que extravasam a pista. Segundo o colombiano, a política interna da Red Bull pesa tanto como os tempos por volta.
Na sua leitura, se Helmut Marko ainda tivesse controlo total, Tsunoda estaria “90 por cento fora”. No entanto, Montoya destaca que a influência da Red Bull Áustria tem crescido, alterando o equilíbrio de poderes e tornando o processo de escolha dos pilotos mais político. Assim, a subida de Lindblad parece-lhe garantida, restando decidir se é Tsunoda ou Lawson quem sai.

Em termos de desempenho, Montoya reconhece que Tsunoda não tem mostrado nível para garantir o lugar apenas por mérito, mas defende que o japonês tem feito um trabalho “melhor do que Lawson faria” e demonstrado evolução desde o seu regresso a meio da temporada. Para o ex-piloto, garantir-lhe mais um ano faria sentido, permitindo-lhe consolidar consistência.
Apesar disso, admite que lógica e meritocracia já não são os critérios dominantes dentro da estrutura — um resultado da crescente partilha de poder e da multiplicação de interesses estratégicos dentro da marca.
Montoya resumiu assim a situação: “Acho que há uma pequena hipótese de Yuki manter o lugar por questões políticas. Se o Helmut decidisse sozinho, estaria 90 por cento fora. Mas agora tudo é mais político. O trabalho do Yuki não é ideal, mas ele melhorou. Fez melhor do que Lawson faria. Se lhe derem mais um ano, pode começar a alinhar tudo.”
Ainda assim, concluiu com realismo: “Por mérito, o Yuki seria o óbvio a sair. Mas a Red Bull já não toma decisões apenas com base no mérito. E, num ambiente em que a política pesa tanto, até quem tem os piores resultados pode manter o lugar para 2026.”
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