A Ferrari iniciou 2025 com ambição, mas o SF-25 não atingiu o nível esperado. Charles Leclerc conseguiu cinco pódios e até conquistou uma pole da equipa no ano, enquanto Lewis Hamilton viveu uma primeira metade da época irregular. O britânico mostrou sinais de recuperação no verão, superando Leclerc em várias qualificações, mas caiu de forma nos últimos dois Grandes Prémios antes da pausa. O desânimo de Hamilton era evidente.
O tom das declarações e o discurso no final da qualificação no GP da Hungria, reafirmado no dia seguinte, mais a frio, podem revelar um Hamilton frustrado. Mas Juan Pablo Montoya olha para as declarações de Hamilton mais como um aviso lançado a Maranello:
“É uma forma de dizer à Ferrari que, se não vão ouvir, mais vale deixarem-no sair. Lewis está a trabalhar muito, mas sente que não recebe a atenção que precisa. A Ferrari é extremamente rígida na forma como faz as coisas, mas Hamilton insiste: ‘o vosso método não ganha’.”
O antigo piloto colombiano acredita mesmo que existe uma “luta interna” na Scuderia, entre quem defende a necessidade de ouvir Hamilton e quem prefere manter a tradição e a estrutura política que marcam a história da equipa. “Na Mercedes, tudo girava em torno dos resultados, não da política. Esse é o choque que Lewis está a viver agora. A minha visão é que a Ferrari o contratou pelo nome. Ele está a forçar mudanças, mas isso pode estar a cansar quem o rodeia, que olha para a sua insistência como queixas constantes. Lewis não pode mover o mundo sozinho, precisa de mais aliados dentro da equipa.”











Bem, se realmente contratam-no só pelo nome, então acabaram de vez com a carreira do hepta, pois será praticamente impossível com a idade que tem entrar em outra equipa que poderia oferecer chances de lutar por vitórias assiduamente. Aí, Lewis se equivocou ao não se precaver do que está agora a acontecer, iludido pelo sonho de menino em pilotar para a Ferrari, onde é sabido que sempre tiveram uma gestão e política peculiares. Exemplo de campeões que bateram de frente com essa dúbia gestão no passado não faltam: Prost, Mansell, Alonso, Vettel… E ainda para mais, o estilo de pilotagem… Ler mais »