Com 16 corridas já feitas, podemos dizer que a época da Ferrari, apesar de não ser um fracasso completo, anda lá perto, olhando às expectativas criadas no arranque da temporada e aos resultados conquistados até agora. Muitos apontam o dedo a Mattia Binotto, mas Jean Alesi considera que a Ferrari não precisa de uma revolução.
Não há muito tempo, a Ferrari ia de crise em crise e de reestruturação em reestruturação. Cada época negativa era um ponto de partida para mais mudanças profundas, mas desde a entrada de Mattia Binotto o cenário mudou. Passamos a ver mais estabilidade, menos pressão nos funcionários que erram, qualidades que já vimos na Mercedes e na Red Bull. Jean Alesi pede que se mantenha este rumo, com Mattia Binotto como timoneiro, mesmo depois da desilusão em Monza, onde o antigo piloto pensou que a “sua” equipa conseguirá vencer:
“Honestamente, eu acreditei nisso. Pensei que Leclerc poderia ganhar em Monza depois daquela volta na qualificação. Não foi este o caso, mas tenho a transmitir a Mattia Binotto uma mensagem positiva e afetuosa. Admiro a sua virtude, como verdadeiro líder, ele protege a sua equipa. É a atitude certa, sempre. Por exemplo, ninguém sabe o nome do desenhador que escolheu o caminho errado na Mercedes, tal como qualquer pessoa que cometa um erro sob pressão durante uma corrida deve ser protegida”.
“Como Tifosi, estou também convencido de que Binotto pode procurar reforços para o futuro sem alaridos. Na estratégia, onde talvez fosse útil uma abordagem mais agressiva; na frente da compreensão da afinação também, onde a Red Bull parece estar a trabalhar melhor. Não estou a falar de revoluções, mas de consolidação em alguns aspetos decisivos para contrariar os adversários de primeira linha. Por outro lado, tenho a certeza de que os problemas de fiabilidade deste ano serão resolvidos e que a Ferrari será capaz de correr com uma unidade de potência sólida e potente. Há tudo para continuar a melhorar. Apenas faltam alguns ajustes, em nome da continuidade”, acrescentou Alesi.











