James Allison tornou-se numa peça importante da engrenagem da Mercedes. O britânico agradeceu o voto de confiança que Toto Wolff lhe deu numa das piores alturas da sua vida.
A vida de Allison deu uma cambalhota indesejada em 2016, ano em que perdeu a sua mulher devido a uma meningite. Foi um golpe tremendo para o na altura diretor técnico da Ferrari, aposta recente da Scuderia, tendo vindo da Lotus. O choque que viveu levou-o a sair da Scuderia, sem condições para exercer o seu cargo.
Em 2017, a Mercedes contactou Allison para colmatar a saída de Paddy Lowe para a Williams, o britânico aceitou e aos poucos foi se tornando cada vez mais importante na estrutura:
“Ainda estou de luto, quatro anos depois”, admite ele em entrevista à Mercedes, “mas na altura eu chorava no carro a caminho para o trabalho e chorava a caminho de casa. Eu não sabia o que era certo na época em que grande parte de mim apenas queria entrar num buraco e nunca mais de lá sair.”
“Mas o Toto deu-me esta oportunidade e esperava que, com o passar do tempo, começasse a sentir o gosto por me envolver novamente com o mundo, e quando entrava nos portões da fábrica em Brackley, sentia-me um pouco mais forte e um pouco mais útil.”
“Consegui perceber que, apesar da dor de perder Rebecca, ainda havia algum utilidade em mim. As semanas passavam e transformaram-se em meses e, eventualmente, anos. Espero ter retribuído a aposta que Toto fez em mim.










