A Fórmula 1 impôs, pela primeira vez na história da competição mundial, a paragem obrigatória dos trabalhos nas fábricas durante a véspera de Natal e o segundo dia do novo ano, semelhante ao que acontece no verão, quando todas as equipas são obrigadas a parar durante duas semanas no mês de agosto. James Allison, diretor técnico da Mercedes, aprecia o facto de poder descansar neste período, mas admite que não são populares dentro da equipa.
Foram 22 Grandes Prémios realizados em 2023 e estão agendados 24 para o próximo ano, aumentando a pressão do trabalho para as equipas e para os seus elementos. Com o pico do trabalho, como confirmou James Allison no podcast ‘Performance People’, entre o final de uma temporada e o mês de abril, o descanso é um bem precioso para todos que estão envolvidos numa equipa de Fórmula 1. Tornaram-se obrigatórias as paragens no mês de agosto, sendo decidido haver novo encerramento compulsivo das fábricas no período de Natal e passagem de ano, com os funcionários a serem obrigados a não responder a emails ou a atender chamadas relacionadas com trabalho.
No mesmo episódio do podcast, Allison explicou que “este ano, pela primeira vez, a disciplina também decidiu impor um encerramento obrigatório entre a véspera de Natal e o dia 2 de janeiro. Será o primeiro Natal na Fórmula 1, desde sempre, em que as pessoas poderão tirar alguns dias de folga sem culpa, porque é imposto a nível global”.
Apesar de descrever as duas paragens no ano como “cruciais”, Allison reconhece que há desvantagens, “É verdade que isto não é universalmente popular na equipa. Ao impor à equipa estes períodos de paragem, está-se efetivamente a tirar duas semanas de férias anuais e a impor isso a uma equipa nas primeiras semanas de agosto, e depois tira-se mais uma semana de férias no Natal. Isso não deixa grandes possibilidades para escolher períodos de férias e o que isso faz é obrigar toda a fábrica a gozar as suas férias em alturas do ano em que estas são bastante caras”. O responsável da Mercedes salientou que “para as pessoas que não são obrigadas, devido ao seu trabalho ou ao seu papel na empresa, a estar omnipresentes durante o ano, talvez seja um pouco menos flexível e menos agradável que lhes digam que têm de gozar as férias aqui e aqui, mas para uma parte diferente da empresa, certamente para mim no meu papel, para qualquer pessoa que faça parte da equipa que viaja, que faça as corridas, para qualquer estrutura de gestão da equipa, e também para uma parte da fábrica, esta pausa forçada é um alívio”.
James Allison salienta que o encerramento compulsivo permite “ir para casa, não nos sentirmos culpados por não abrirmos o portátil ou o telemóvel e respondermos a um trilião de emails, e descansarmos um pouco”, concluiu.











