A renovação de contrato de Franco Colapinto com a Alpine para 2026 causou surpresa no paddock, dada a fragilidade das suas prestações em pista. Ainda assim, a equipa francesa decidiu manter o argentino ao lado de Pierre Gasly, numa escolha que muitos observadores consideram motivada sobretudo por razões financeiras.
O anúncio foi feito antes do Grande Prémio de São Paulo de 2025, apesar do desempenho inconsistente de Colapinto ao longo da temporada. Flavio Briatore defendeu publicamente que o piloto evoluiu e merece a continuidade, mas o peso do apoio financeiro proveniente de vários patrocinadores argentinos — entre os quais YPF, Globant, Mercado Libre e Motorola — é visto como determinante na decisão da Alpine.
Finishing off the year with a touch more pink 🥰🩷 pic.twitter.com/uE6sPHCoQC
— BWT Alpine Formula One Team (@AlpineF1Team) November 18, 2025
A trajetória recente do argentino ajuda a explicar a controvérsia. Estreou-se na Fórmula 1 em 2024, substituindo Logan Sargeant na Williams a partir de Monza. Teve um início promissor, somando pontos em Baku e Austin e exibindo boas prestações em Singapura. Porém, a consistência rapidamente desapareceu, com vários erros e acidentes a marcarem a fase final da época.
Em 2025, a Alpine iniciou o ano com Jack Doohan, mas a falta de resultados e de apoio interno levou à substituição do australiano por Colapinto a partir de Imola. A mudança não surtiu efeito: o argentino continuou irregular, cometendo falhas e terminando fora dos pontos, sendo o 11.º lugar em Zandvoort o seu melhor resultado. Ainda assim, garantiu uma extensão contratual que deixou muitos protagonistas do desporto perplexos.

Jacques Villeneuve, campeão mundial de 1997, foi direto: “Acho que é muito semelhante à era dos pay drivers. Um dos pilotos financia a equipa. É isso que o Colapinto é. Os resultados que vimos não justificam a renovação na Alpine.”
O canadiano acrescentou ainda: “Mostrou rapidez a espaços, mas não é constante.”









