A caminhada de Nicholas Latifi na F1 está prestes a terminar, mas a sua carreira profissional parece já ter um novo capítulo à vista. O ainda piloto da Williams sabe que não irá permanecer na equipa, mas a Indycar poderá ser o seu destino na próxima época.
Nicholas Latifi nunca foi um nome consensual na F1 e as suas prestações sempre deixaram a desejar. O vice-campeonato de F2 em 2019 (na sua quinta temporada na competição) e o portfólio de patrocinadores com a Sofina (do seu pai Michael Latifi) à cabeça – que passou a ser um patrocinador principal Williams numa altura crítica – abriu as portas do Grande Circo ao piloto. Em três épocas conseguiu apenas nove pontos, conquistados em três corridas, sendo o seu melhor resultado um sétimo lugar no GP da Hungria de 2021. Nos dois primeiros anos teve a concorrência de George Russell que facilmente se estabeleceu como a referência da equipa e este ano, do outro lado da garagem tem o regressado Alex Albon que também não demorou muito a superiorizar-se. Latifi ficou a perder com ambos e nunca conseguiu mostrar argumentos que sustentassem uma candidatura à permanência na F1. A Williams, pela voz de Jost Capito, deixou claro que o rendimento do piloto não era o desejado:
“Nicky está na Williams há três anos e acordámos os objetivos – o tipo de desempenho que tinha de ser alcançado ao longo do ano. Penso que Nicky não ficou satisfeito por não ter alcançado estes objetivos e a equipa também não. Portanto, de ambos os lados, é tempo de uma mudança”.
Essa mudança poderá ser a Indycar Series, com rumores a apontarem a entrada do canadiano na Chip Ganassi. Esta poderá ser uma solução interessante para o piloto que sempre manteve todas as portas abertas:
“Não tenho realmente muitos pormenores para vos dar”, disse Latifi recentemente. “Tenho explorado todas as opções. Sempre me perguntaram ‘E se a F1 não funcionar’ e eu sempre respondi ‘Vou atravessar essa ponte quando chegar lá’. Obviamente que essa ponte chegou este ano, há algumas semanas. Por isso estou no processo de avaliar todas as opções”.
A Indycar tem sido casa de alguns ex-pilotos de F1 como o caso de Alexander Rossi, Romain Grosjean, Marcus Ericsson, Takuma Sato, Juan Pablo Montoya, sem referir pilotos que estiveram ou estão fortemente ligados à F1, por pertencerem a academias de formação ou por serem pilotos de reserva. O nível competitivo é interessante e a Indy tem crescido ultimamente, tornando-se numa opção válida para Latifi.










