O tema das ordens de equipa continua a dar que falar e a situação da Mercedes está ainda sob forte análise por parte dos média, adeptos e equipas. Mas começa a instalar-se uma tendência que justifica a decisão da Mercedes em Sochi e Christian Horner falou sobre o assunto, seguindo essa linha de pensamento:
“Pelo que entendi, Bottas não ficou particularmente feliz. Mas seria de esperar que eles tivessem discutido os possíveis cenários antes da corrida. Não deveria ter sido uma surpresa. Eu estou surpreendido que teria sido uma surpresa para quem quer que seja. É muito fácil esquecer que a F1 é um desporto colectivo. Os pilotos trabalham para a equipa. O que eu acho que tornou um pouco confuso a situação, é que essa possibilidade não foi discutida antes do evento. Na luta por Campeonato bastam apenas um par de DNFs para ficar fora da corrida pelo título. É uma batalha constante entre o campeonato de pilotos, o interesse próprio dos pilotos e o interesse colectivo da equipa. Assim, consegue-se entender a lógica por trás disto tudo. Parece-me que a execução não foi discutida antes da corrida. ”
Horner entende que pode ter sido um golpe duro em Bottas mas não tem dúvidas que o finlandês sabe qual é o seu papel este ano: “Não é preciso ser cientista para entender a situação”.
Assim Horner junta-se à opinião generalizada de que a decisão de despromover Bottas na prova russa fez sentido e que não foi surpreendente. A própria Red Bull sabe bem o que é estar nesta situação e já teve de lidar várias vezes com cenários idênticos. Talvez o que tenha faltado à Mercedes foi capacidade para entender que tal poderia acontecer e assim não avisou os pilotos do possível cenário, o que na emoção da corrida leva a um choque ainda maior. Talvez um erro da Mercedes que não estava habituada a este tipo de situações, até porque por norma os seus pilotos costumam estar ambos na luta pelo título, o que invalida as ordens de equipa tal como foram usadas em Sochi.











