A Honda procurou tranquilizar o ambiente em torno do desempenho inicial do Aston Martin AMR26, depois de a unidade motriz ter sido apontada como uma das causas das dificuldades verificadas nos testes.
Segundo o diretor de operações em pista da marca japonesa, Shintaro Orihara, o problema poderá estar relacionado com a refrigeração do conjunto. A equipa ainda não experimentou configurações mais agressivas nesse domínio e pretende fazê-lo nos próximos dias para avaliar o verdadeiro potencial do carro.
Até agora, o monolugar tem funcionado com margens de segurança térmica, mantendo aberturas de ventilação maiores para evitar sobreaquecimento. O objetivo será agora reduzir essas margens e testar limites mais elevados de temperatura, numa tentativa de desbloquear desempenho.
A Honda destacou também que a recolha de dados decorreu de forma satisfatória e que continua a trabalhar na otimização das simulações de gestão energética, área considerada essencial para o rendimento da nova unidade motriz. Apesar dos rumores entre adeptos, o discurso interno mantém-se confiante quanto à evolução a curto prazo.
“Ainda não testámos especificações de arrefecimento mais agressivas para perceber se a refrigeração é realmente crítica”, afirmou Shintaro Orihara à Fuji TV. “A prioridade é fazer o carro funcionar normalmente; na próxima semana vamos avaliar até onde podemos elevar a temperatura com configurações mais exigentes”, acrescentou. “A recolha de dados está a decorrer razoavelmente bem e estamos a melhorar as simulações de gestão de energia para os próximos testes”, concluiu.










