Helmut Marko, em declarações a uma TV austríaca, afirmou que a mudança de Daniel Ricciardo para a Renault foi estranha, tal como o todo o processo. Para Marko, estava tudo definido e de um momento para o outro o australiano mudou de opinião:
“Eu não entendo. Foi uma situação muito estranha. As negociações foram difíceis, mas na quarta-feira, antes do Grande Prémio da Áustria, conversamos durante duas horas e chegamos a um acordo. Durante o fim de semana, conversamos e renegociámos novamente. Na Hungria, ele disse ao Sr. Mateschitz e a mim que ele estava satisfeito com tudo e que ele iria assinar durante o teste [pós-GP da Hungria] na terça-feira. Mas ele não o fez. Na quinta-feira, ele ligou-me e disse que ia para a Renault. Só posso supor que talvez ele não acredite no projecto da Honda ou que a Renault tenha lhe oferecido muito dinheiro. Ele disse que precisava de uma mudança de ambiente. Consigo entender isso, mas é uma pena porque ele é um dos melhores. As suas ultrapassagens são fantásticas. Elas surgem do nada e às vezes os adversários nem percebem o que está a acontecer.”
A Red Bull claramente foi surpreendida com a decisão e fez tudo para manter Ricciardo, o que se entende dada a qualidade do piloto. Foi uma decisão arriscada por parte do australiano que também terá sido motivado pelo bom contrato que a Renault lhe ofereceu, assim como pela possibilidade de trabalhar para uma marca oficial, com dinheiro e vontade de mostrar o seu valor.
Para o futuro, Pierre Gasly é o homem escolhido. O jovem francês tem mostrado qualidade:
“Pierre está no seu segundo ano na F1, pelo que ainda lhe falta alguma experiência”, disse Marko. “Mas a sua velocidade, especialmente na qualificação, é muito próxima da do Max. Esse é um dos seus pontos fortes. Esperamos que ele seja um substituto apropriado para Ricciardo a meio da temporada.”
Já sobre a possibilidade de Alonso ingressar na equipa, Marko explicou que a postura do espanhol não se adequa à equipa:
“Negociamos com ele em 2007 ou 2008. Mas as suas exigências eram muito fastidiosas naquela época. Se olharmos para a história dele, na McLaren e na Ferrari, foi sempre um one-man show . Isso não se encaixa na nossa forma de estar.”










