Lewis Hamilton quer – logicamente – recuperar o título perdido o ano passado para Nico Rosberg, mas a luta parece que irá ser mais feroz este ano, e parece que não vai ser só um piloto tentar impedir novo título do britânico. A retirada de Rosberg fez com que a rivalidade com Hamilton terminasse, e é dos pontos mais interessantes desta época passa por ver como se dará a relação dentro da Mercedes. Bottas é mais calmo, Hamilton é mais tempestuoso, diferenças de estilo que poucos sabem como vão poder coexistir.
Hamilton e Rosberg tinham um relacionamento tenso, desde muito novos, tendo forçado a equipa a intervir várias vezes para os ‘separar’. No entanto, o rápido e consistente Rosberg também fez sobressair o melhor de Hamilton, forçando-o a elevar o seu nível e subir tanto o seu ritmo na qualificação como nas corridas. Mesmo tendo perdido o título em 2016 Hamilton teve das melhores prestações da sua carreira e alguns dos créditos disto tem de ir para a competitividade de Rosberg. O alemão deixou a F1 com 23 vitórias, mas Bottas, nunca venceu uma corrida a este nível. Tem apenas nove pódios na carreira e nunca terminou melhor que o quarto lugar no Campeonato do Mundo. Se não desafiar Hamilton da mesma forma que Rosberg fez, então o nível de Hamilton pode cair. Se assim for, Sebastian Vettel, quatro vezes campeão de F1, e o par da Red Bull Max Max Verstappen e Daniel Ricciardo estará pronto para tirar vantagem.
Vettel está desesperado para trazer o título de pilotos de volta à Ferrari pela primeira vez desde que Kimi Raikkonen, seu atual companheiro de equipe, venceu em 2007. Verstappen, de 19 anos, fez história no ano passado como o piloto mais jovem a vencer um Grande Prémio – e o mais novo a qualificar para a primeira linha da grelha. Tem um grande talento e é destemido. Ricciardo também venceu um GP em 2016 e o australiano de 27 anos mostrou grande velocidade. A Ferrari demonstrou nos testes que pode finalmente ter dado a volta depois de uma campanha que desiludiu todos, onde ficou atrás da Red Bull, para a frustração de Vettel. A Scuderia mostrou mais velocidade do que a Mercedes nos testes, embora estes ganhos não possam ser tomados como prova absoluta. O verdadeiro indicador virá no sábado, durante a qualificação para o GP da Austrália. “É sempre difícil dizer quem tem o monolugar melhor, mas é óbvio que a Ferrari está mais forte do que no ano passado”, disse Verstappen. “A Mercedes está sempre lá em cima também. Eu acho que eles não estão mostrando o seu verdadeiro potencial”. Nos últimos anos, nas apostas, era só preciso escolher entre os dois homens da Mercedes. Mas as novas regras podem ajudar a mudar isto.
Rodrigo Fernandes









