Muitos disseram que o GP da Austrália foi uma cópia do ano passado. E o erro da Haas na paragem de Romain Grosjean foi tirando a papel químico.
Uma das cenas mais marcantes da série “Drive to Survive” teve direito a um remake, com o francês a desistir da prova por causa de uma roda mal apertada, após a segunda paragem nas boxes. Na altura Grosjean era 13º mas aspirava a um lugar no top 10 e o andamento parecia o indicado para conseguir o objectivo.
Kevin Magnussen, por seu lado, fez uma excelente corrida. Embora tenha ficado atrás de Grosjean em qualificação, largou melhor que o francês e conquistou um excelente sexto lugar. Escapou à “maldição de Melbourne” e não teve problema na única paragem que fez nas boxes. O dinamarquês quer lutar por vitórias e por título, mas para já tem de se contentar com a luta pelo melhor lugar, atrás dos “três grandes”. No ano passado começou bem mas perdeu gás à medida que a época avançou. Este ano começa novamente muito bem, mas terá de manter este nível para provar que tem capacidade para lutar por outros voos.
Romain Grosjean voltou a não ser feliz na Austrália, mas cumpriu a sua parte. Embora tenha perdido o lugar para o colega de equipa na largada, não esteve muito longe do nível de Magnussen e até fez melhor na qualificação.
A Haas apresentou-se novamente competitiva, rápida, e com argumentos para a luta pelo “campeonato B”, tendo em conta a performances que evidenciou. Foi a melhor equipa do meio da tabela, e continua com os mesmos pontos fortes do ano passado. No entanto os erros pagam-se caros e a equipa desperdiçou pontos, algo que não pode fazer, pois a concorrência é forte.











