Continuam a pairar nuvens negras face à realização do GP da Grã-Bretanha de F1 em Silverstone, que como se sabe, foi o traçado que deu o tiro de partida ao Mundial de Fórmula 1 em 1950. Recentemente, John Gaunt, presidente do British Racing Drivers Club, donos da pista, endereçou uma carta aos seus 800 associados onde adverte para a possibilidade do GP da Grã-Bretanha no seu traçado se estar a tornar um negócio potencialmente ruinoso, deixando no ar a possibilidade de ativar um cláusula de saída em 2019 do circuito situado em Northamptonshire.
Contudo, a Liberty Media fez saber através de Chase Carey, o novo CEO da F1, que quer trabalhar com os homens de Silverstone para tornar o evento “maior e melhor” de forma a ser viável, embora tenha feito saber também que não estão preparados para negociar os termos do contrato. E é aqui que reside o problema pois o contrato assinado por Bernie Ecclestone em 2009 prevê um aumento do ‘fee’ a pagar à FOM de 5% ao ano, e depois desse valor ter arrancado nos 14 milhões de euros em 2010, tem vindo a crescer anualmente, e em 2017 vai passar a ser 33 milhões de euros. É por isto que os responsáveis de Silverstone estão a prever o tal negócio ruinoso, pois com as crescentes dificuldades dos promotores, um pouco por todo o lado, os ingleses têm um contrato que cada vez têm mais dificuldade de cumprir.
Da Liberty, para já só palavras de conforto, ações, nada: “Vamos trabalhar com eles para ser bons parceiros, O GP da Grã-Bretanha é uma corrida muito importante para a F1, e apesar de querermos novas corridas em Londres, Nova Iorque, Miami e Los Angeles, reconhecemos as fundações europeias da F1 e queremos continuar com essa tradição. Com Silverstone, queremos ajudá-los a promover a corrida”, disse Chase Carey.









