A proposta de Bob Fernley, chefe de equipa da Force India, para reduzir a investigação aerodinâmica em túnel de vento e permitir às equipas usar mais simulação com tecnologia CFD (dinâmica de fluidos computacional) foi rejeitada pelo Grupo de Estratégia da Fórmula 1.
Fernley pretendia colocar a F1 no caminho para a liberalização do uso de CFD, uma tecnologia que poderá eliminar o uso de túneis de vento para pesquisa aerodinâmica, reduzindo bastante os custos nesta área. No entanto, a proposta foi rejeitada com os votos contra da Mercedes, Ferrari, McLaren, Williams e Red Bull, o que levou o chefe da Force India no terreno a questionar a validade e utilidade do Grupo de Estratégia.
Conforme o engenheiro britânico disse ao site Motorsport.com, “a proposta foi rejeitada devido a interesses pessoais, o que mostra o falhanço do Grupo de Estratégia. Esta ideia podia ter beneficiado a F1 em geral, podíamos ser os líderes nesta tecnologia. Foram as equipas grandes que recusaram estas ideias, só para não perceberem a vantagem que tinham em pista”.
Atualmente, a FIA controla o número de horas que se podem passar em túnel de vento e a quantidade de dados que se pode acumular em CFD. Fernley quer liberalizar esta tecnologia, que ainda não é tão eficaz como os túneis de vento, mas que poderá sê-lo no futuro, quando os programas de software forem mais evoluídos. O desenvolvimento desta tecnologia seria sempre mais barata que a manutenção e atualização de túneis de vento, que necessitam de muito espaço e equipamento.










