Max Verstappen poderia ser o destaque desta corrida. O piloto da Red Bull fez tudo na perfeição. Foi preciso esperar apenas dez segundos para vermos Verstappen no primeiro lugar e a partir desse momento foi praticamente incansável. O nível que o neerlandês apresenta é brutal e as 16 vitórias numa época são a prova de um domínio avassalador. Max Verstappen tinha tudo para ser o destaque desta corrida, mas vamos dar este “prémio” a Lando Norris.
O britânico da McLaren conseguiu dar a volta a um fim de semana aparentemente mau, com uma ponta final absolutamente fantástica. A qualificação correu mal, as primeiras voltas da corrida com os macios não foram as melhores e o último stint com médios começou mal, caindo para o 14º posto, com pneus que, em teoria, dificilmente aguentariam metade da corrida. Lando Norris mandou a teoria janela fora e fez uma das suas melhores exibições. Foi assertivo nas manobras, e o próprio piloto admitiu que costumava ser demasiado hesitante nas ultrapassagens, jogando sempre pelo seguro, mas no México conseguiu usar o ritmo que tinha de forma inteligente. Foi rápido, conseguiu manter os médios “vivos” até ao fim e foi agressivo nas manobras, sem exageros. Talvez o México seja o começo de uma nova fase para Norris, ainda mais confiante nas suas capacidades em pista. Foi o animador da segunda metade da corrida e conseguiu pontos importantes para a McLaren, numa tarde em que tudo parecia estar a correr mal. Não é por acaso que Norris é cobiçado pelas grandes equipas. Esta exibição prova-o.










