E na oitava corrida da sua carreira na F1, Oscar Piastri cometeu o seu primeiro erro grave. As condições de pista revelaram-se mais traiçoeiras do que o esperado para o piloto australiano, que exagerou na aceleração e perdeu a traseira do carro, batendo contra as proteções da pista, na Q3 da qualificação para o GP do Canadá.
Piastri encarou com naturalidade o que aconteceu, reconhecendo que era apenas uma questão de tempo até ter o seu primeiro acidente. Todos os pilotos sabem que quando estão na pista, há o risco de ter um acidente. Piastri encarou com maturidade e inteligência o seu primeiro erro:
“Penso que tem sido um fim de semana razoavelmente encorajador”, disse ele. “A maior parte da qualificação foi boa, à exceção da Q3. Mas, mesmo assim, não tenho a certeza de qual teria sido o meu potencial na Q3. Foi o meu primeiro erro grave e era uma questão de tempo até ter o meu primeiro acidente. Fui demasiado agressivo no acelerador e foi só isso. É fácil de fazer, mas é obviamente uma pena. Lamento pelos mecânicos que agora têm mais trabalho. Mas sim, no geral, continuo razoavelmente satisfeito com a forma como o fim de semana tem corrido.”
“Penso que, em geral, especialmente nos circuitos citadinos em que estivemos, como a Arábia Saudita, Baku e Mónaco, ganhar confiança ao longo do fim de semana é útil porque encontramos o limite na altura certa e não o ultrapassamos. Acho que isso foi algo que tentei fazer durante toda a minha carreira também. Tento ser bastante sensato, talvez até um pouco cauteloso demais por vezes. Nalguns aspetos posso ser um pouco mais agressivo. Mas é óbvio que sou novo na F1 e estou a tentar desenvolver-me o mais possível. Ainda não houve nenhum grande acidente. Vai acontecer um dia, mas por enquanto estou apenas a tentar chegar lá lentamente e maximizar o meu tempo em pista também”.
Quando lhe perguntaram se se lembrava da última vez que se despistou, Piastri disse: “Já dei algumas voltas num carro de F1, mas a última vez que bati num muro ou fiquei preso…. sim, isso foi provavelmente na Fórmula Renault em 2019, quando fiquei preso na gravilha. Portanto, já lá vai algum tempo”.











