Era difícil fazer melhor: Lewis Hamilton conquistou no Brasil o seu primeiro triunfo em Interlagos, a nona vitória do ano (igualou Nico Rosberg) e a 52.ª da carreira, ultrapassando desse modo Alain Prost. Numa prova atípica e repleta de momentos devido à forte chuva que se abateu sobre o traçado, o piloto britânico foi dos poucos que se manteve imune à confusão:
“Não foi uma má corrida, hein?”, começou por dizer a Martin Brundle, entre sorrisos. “Obrigado a todos os fãs. Foi uma corrida muito longa e agradeço o apoio que recebi aqui no Brasil. Para mim, estava à vontade à frente, quando chove costuma ser um bom dia para mim. Estamos a fazer história este ano com os resultados que tivemos, é incrível! Houve ‘aquaplaning’ para todos, e esse foi o único drama hoje. De resto, não houve erros, não houve piões, não tive esse problema. Foi uma corrida traiçoeira, mas correu tudo bem para mim”, revelou.
Sobre o facto de ter adiado a luta pelo título, Lewis Hamilton assegurou que não pode fazer mais, sem deixar de enviar uns recados ara Nico Rosberg:
“Estou à caça, e tudo o que posso fazer é fazer o que tenho feito até aqui. A equipa tem-me dado um grande carro, e finalmente os problemas de fiabilidade desapareceram e os resultados estão a mostrar isso. Vou tentar vencer em Abu Dhabi, que costuma ser uma boa pista para mim. Mas agora vou apenas aproveitar o momento. Este tem sido o meu sonho desde a primeira vez que vi o Ayrton correr, quando tinha 5 ou seis anos, portanto vencer aqui… depois, é o 44.º GP do Brasil, portanto é uma espécie de um fim de semana de sorte”.
Questionado sobre a dificuldade que esta vitória representava o seu amplo leque de 52 triunfos, o piloto fez questão de dizer a Rosberg que tinha sido “uma das mais fáceis”:
“Foi uma das vitórias mais fáceis. Foi uma corrida muito fácil, o que não é normal no Brasil nestas condições. Mas nunca tive grandes momentos. Silverstone, por exemplo, foi bem mais difícil”, assegurou.










