Max Verstappen, que ficou conhecido por fazer manobras agressivas de ultrapassagens, por não ter problemas em fechar trajetórias de forma por vezes perigosa, ficou extremamente desagradado com George Russell. Na primeira volta da corrida sprint, Russell foi agressivo com Verstappen, sabendo que se não conseguisse ficar à frente do Red Bull, dificilmente teria hipóteses de conseguir um pódio. Na curva dois houve um contacto e o carro de Verstappen ficou danificado. Um pouco mais adiante na corrida, Verstappen acabou por passar Russell que, no final da prova, foi-se desculpar. Mas Verstappen não aceitou a desculpas e disse que não entendia como é que o britânico podia ter corrido tantos riscos. Na flash interview final, o campeão do mundo voltou a referir isso mesmo, mostrando claro desagrado pelo sucedido.
“Não ficoou nada esclarecido com o George Russell. Não entendo porque se correm tantos riscos na primeira volta. Ele subvirou contra mim, provocou um buraco no meu flanco, todos temos pneus frios e é fácil trancar os pneus na travagem. Mas veio ter comigo com uma história bonita a dizer ´ah companheiro, vê o onboard´, não faz sentido. Ainda assim, conseguimos o terceiro lugar, bons pontos, mas é o que é. No contacto com a parede não houve danos, mas na curva dois, quando ele tocou no meu carro, danificou o flanco. Vamos focar-nos na corrida de amanhã”










Verstappen moralista? Ele nunca arriscou demais numa largada?
Ninguém entende. Estamos a falar de uma sprint, não de uma corrida a sério. Tentar ganhar posição entende-se, forçar esse ganho chegando a haver toque – ainda por cima num circuito citadino com os muros perto- é, para mim, incompreensível. Não reconhecer o erro, sendo George o envolvido, acaba por ser o mais surpreendente. Ele não costumava ser assim, fiquei desiludido com ele, dele não esperava.
Eu concordo que não faz sentido arriscar demais num arranque, mas quem arriscou foi o Max. Partiu muito mal e o Russell tinha meio carro à frente dele, por dentro, na 1.ª curva. Se acha que não se deve arriscar, devia ter tirado o pé e logo o passava com DRS. Mas Max não sabe o que é tirar o pé. Felizmente os danos foram superficiais e não estragou nada de importante para amanhã.
Percebo esse ponto de vista. Não partilho mas fez-me pensar e ver de forma ligeiramente diferente do que vi à primeira vista. Continuo a pensar que George não esteve bem, principalmente a não reconhecer que errou, mas o seu comentário também faz, quanto a mim, sentido. Max deveria ter tido também ele mais cuidado, mas, se calhar, pensou – como eu pensei – que sendo George não haveria este distúrbio normal de comportamento ao que vem sendo habitual na carreira do piloto britânico.
AMG Mercedes no seu melhor. Recorrente. Palavras para quê ?