Já não é a primeira vez que Sergio Pérez recebe esta “distinção”, mas a corrida do mexicano foi cinzenta com poucos aspetos positivos a salientar.
Sergio Pérez terminou em 10.º, ajudando a Red Bull com apenas um ponto. Os números não enganam e desde o Mónaco que Pérez apenas marcou 37 pontos (em 10 corridas). Max Verstappen marcou 170. Uma diferença demasiado grande e que se faz sentir na Red Bull. A McLaren tem agora 41 pontos de vantagem para a Red Bull no campeonato de construtores e Pérez não dá sinal de melhoras. Daniel Ricciardo, na RB, deu uma ajuda semelhante à de Pérez nesta corrida, roubando um ponto a Lando Norris.
A qualificação correu mal e foi eliminado na Q2, o que comprometeu as suas aspirações para o resto do fim de semana. Na corrida, conseguiu subir até ao 10º posto, mas nunca teve argumentos para tentar galgar mais posições. Passou tanto tempo atrás de Nico Hülkenberg que provavelmente conseguirá desenhar de memória a traseira do Haas do alemão.
O que faz pouco sentido é o motivo pelo qual a Red Bull não fez uma mudança de piloto. Pérez está desgastado, esgotado, não consegue trazer algo novo ou diferente. Se a Red Bull, que é das equipas com o gatilho mais leve no que diz respeito a trocas de pilotos, não quis dispensar Pérez, talvez soubesse da extensão dos problemas e talvez soubesse que qualquer piloto à sua disposição teria dificuldades em manobrar o RB20. Neste caso, Pérez é réu, mas é também vítima das circunstâncias. Apesar disso, espera-se mais do mexicano que já provou ser capaz de fazer muito melhor, especialmente em traçados citadinos.
Nota de destaque também para Carlos Sainz, que não teve um bom fim de semana, Pierre Gasly que ficou muito longe do seu colega de equipa. Mas talvez a maior desilusão deste fim de semana, atrás de Pérez, tenha sido Alex Albon. Esperava-se mais da Williams, mas uma qualificação falhada e uma corrida que terminou logo no arranque deitou por terra as aspirações do tailandês.
Foto: Philippe Nanchino /MPSA








