O recente circuito de Jidá entrou no calendário da Fórmula 1 em 2021, mas ainda nos treinos livres do GP de estreia alguns pilotos salientaram a necessidade de haver alterações ao traçado, que apresentava várias curvas “cegas” e muito rápidas. Isso foi percetível durante a corrida, quando a prova esteve parada por duas vezes sob bandeira vermelha, para além dos vários acidentes que ocorreram.
Tratando-se de uma questão de segurança no circuito citadino mais rápido do calendário, os organizadores alteraram o traçado saudita, mas para alguns pilotos ainda não foi o suficiente.
“Não sei se será tão significativo que veremos uma situação completamente diferente”, disse o piloto da Ferrari, Charles Leclerc em declarações ao The Race. “De um ano para o outro pode ser muito diferente.Depende de quanto tráfego apanhamos e isto depende muitas vezes não só da pista, mas também dos pilotos. Vamos ter de esperar para ver, mas não vejo as mudanças feitas a fazer uma enorme diferença no cenário do ano passado. O vencedor do primeiro Grande Prémio do ano no Bahrein, acrescentou que “a primeira parte – da curva 4 à curva 12 – não mudou muito o que, provavelmente, era a mais crítica”. Vamos ver amanhã, mas não me parece que seja uma mudança muito grande”.
O colega de equipa de Leclerc, Carlos Sainz também não ficou impressionado com as mudanças, afirmando que os pilotos continuarão a ter pouca visibilidade em algumas curvas. “Estava a comentar com Charles que eles moveram o muro”, disse Sainz, “mas a trajetória ainda estará perto do muro. Isto significa que a nossa visibilidade não melhora, o que para mim apenas mostra que precisamos de continuar a tornar esta relação com a FIA mais estreita, melhor, porque esperávamos um passo na direção certa. Na minha opinião, isto não é muito melhor, é margina”.
A corrida do ano passado teve alguns incidentes, resultando num período de Safety Car, duas bandeiras vermelhas e alguns períodos de Safety Car Virtual.











