Diz-se que estar no fundo da tabela é a pior coisa que pode acontecer a um piloto. Longe das lutas que realmente interessam, longe dos pódios e das vitórias, lutar muito para por vezes não conseguir sequer os pontos. Mentalmente pode ser desgastante não estar no topo, mas George Russell aprendeu com a sua experiência no GP de Sahhir que estar na frente é mentalmente muito mais exigente, numa experiência que marcou o britânico. Apesar do desfecho dramático, Russell não deixa que isso o afete:
“Se eu quiser ganhar corridas e campeonatos, não posso deixar que esses momentos difíceis permaneçam na minha cabeça”, disse Russell ao inews.co.uk. “Qualifiquei-me em segundo lugar para o Grande Prémio de Sakhir e fiquei desapontado. A minha melhor posição de qualificação até esse ponto foi P12, o que me deixou absolutamente extasiado, e depois tinha acabado de me qualificar em segundo lugar e fiquei desapontado. Isso também me ensinou que lutar por campeonatos e vitórias no futuro será mentalmente muito mais duro do que o que tive de suportar ao terminar no fundo da grelha durante os últimos dois anos. Portanto, estas experiências têm sido uma bênção disfarçada. Penso que a longo prazo, 10, 15 anos, olharei para trás e direi ‘Eu não mudaria nada, por nada deste mundo”.










