George Russell atribui à saída de Lewis Hamilton da Mercedes uma mudança de mentalidade que o levou a rubricar, em 2025, a sua temporada mais consistente na Fórmula 1. Assumindo o papel de líder da equipa ao lado do estreante Andrea Kimi Antonelli, o britânico consolidou‑se como referência interna em Brackley, combinando desempenho sólido com redução de erros.
Após três anos a lutar no fundo do pelotão com a Williams, Russell chegou à Mercedes em 2022 e, logo na estreia como colega de equipa de Hamilton, terminou a época com mais pontos do que o heptacampeão, feito que repetiria em 2024. Em 2025, já sem Hamilton na garagem ao lado, assumiu plenamente o estatuto de líder e respondeu com nove presenças no pódio, incluindo vitórias no Canadá e em Singapura, concluindo o campeonato imediatamente atrás dos três principais candidatos ao título.
O próprio piloto reconhece que esta foi a sua campanha mais forte, não apenas em termos de resultados, mas de maturidade competitiva. A transição para um papel de maior responsabilidade dentro da Mercedes levou‑o a gerir melhor o risco em pista, abandonando a abordagem excessivamente agressiva que por vezes o penalizara nas épocas anteriores.

Questionado se considera 2025 a sua melhor temporada, Russell foi claro:
“Sim, acho que sim. Definitivamente a minha mais sólida em termos de performance, gestão emocional, menos erros. Portanto, no conjunto, foi mesmo a melhor.”
O britânico explicou ainda de que forma a necessidade de se afirmar frente a Hamilton o levou, no passado, a ultrapassar demasiado o limite:
“Sempre foi algo que esteve na minha natureza, antes da Fórmula 1, e ajudou‑me a conquistar campeonatos. Mas, durante o tempo com o Lewis, sentia que queria mostrar até onde conseguia ir, ultrapassar o limite e ver o que acontecia. Em 2023, eu não estava satisfeito apenas por lutar por pódios; queria forçar os limites para tentar um resultado de destaque, em vez de contentar-me com um pódio ou um quarto lugar. Isso acabou por sair‑me caro. Este ano deixei um pouco essa mentalidade e, em contrapartida, isso provavelmente ajudou‑me a alcançar resultados maiores.”











