Depois de um início que deixou a Toro Rosso apreensiva e a McLaren com um sorriso condescendente, a segunda prova do ano deu-nos um cenário invertido. A McLaren aos papeis depois da prestação fraca na qualificação, um facto exacerbado pela performance demonstrada por Galsy que chegou com a sua máquina à Q3.
O melhor estava a chegar, com um quarto lugar, o melhor resultado do francês na F1 e da Honda desde o seu regresso à competição. Para Gasly, a melhoria que a Honda implementou neste GP foi significativa e fez a diferença:
“A Honda deu um grande passo”, disse Gasly. “Ainda é difícil comparar exactamente, mas foi uma melhoria significativa. Trouxemos um novo MGU-H neste fim de semana, com melhorias apenas focadas na fiabilidade. Ficamos surpreendidos com a qualidade da nova peça. Mudamos as afinações e o carro ficou muito melhor
“Parece que temos mais carga e um pouco menos de arrasto. Melhorou tudo, desde nossa velocidade em curva como em a linha recta. Para terminar em quarto na Fórmula 1, é necessário ter um bom motor.”
No final dos testes de Barcelona o discurso de Franz Tost era claramente ambicioso. Dizer que no final do ano teriam um pacote mais competitivo que o da McLaren pareceu (e ainda parece) algo difícil de atingir mas este primeiro resultado positivo dá uma motivação extra à equipa.
Do lado da McLaren, a mudança para a Renault era um risco. A situação tornou-se insustentável para ambas as partes e era necessário uma mudança. A relação entre a Honda e a McLaren estava já no fio da navalha e Zak Brown tomou a decisão que precisava ser tomada. Esperar mais um ano pela Honda era arriscado até porque não havia garantias que os japoneses apresentassem um motor capaz de dar o que a equipa precisava. Mudar implicava sempre o risco de esta situação surgir. Talvez não esperassem que a Toro Rosso se apresentasse tão forte logo à segunda corrida. Resta saber se estas melhorias são reais ou não foram apenas fruto das circunstâncias.










