Sebastian Vettel disse, em Silverstone, que vai esperar para saber as regras de 2021 antes de decidir o seu futuro. Caso não lhe agradem, o piloto alemão pode ‘reformar-se’ no final do seu atual contrato (2020), mas nenhuma decisão vai ser tomada antes do mesmo perceber o que vai ser diferente nesse ano: “Eu quero ver como serão as regras de 2021, mas quero deixar claro que estes são grandes carros e a Fórmula 1 é excitante”, disse o piloto da Ferrari, que tem no entanto algumas críticas a fazer aos carros atuais: “Em termos de alta velocidade, a Fórmula 1 de agora é a melhor. Mas em baixas velocidades? Não quero dizer que os carros de 2019 são maus, mas são muito pesados”.
Vettel acrescenta ainda: “Quando vim para a Fórmula 1, os carros eram fantásticos em todas as velocidades e as corridas eram verdadeiros sprints. Em última análise, isto deveria ser sobre chegar à linha de meta o mais rápido possível, e que o mais rápido vencesse e não o que fosse mais ‘carinhoso’ com o equipamento”, disse Vettel, que bate numa tecla que muitos nunca vão compreender.
É óbvio hoje em dia que um Grande Prémio de Fórmula 1 não pode ser encarado como um sprint do princípio ao fim porque os pneus não o iriam aguentar. Foi isso que quem manda escolheu e pediu à Pirelli, é isso que tem, mas é no mínimo estranho que as corridas de endurance, por exemplo as últimas 24 Horas de Le Mans na categoria GTE Pro, sejam um autêntico sprint ao longo de muitas horas e uma corrida de F1, com hora e meia, tenha, demasiadas vezes, longas partes ‘sonolentas’.
É muito fácil, e trata-se apenas de uma decisão política, pensar no espetáculo, em como modelar regras para que as corridas sejam o mais intensas possível. Até se compreende que a fórmula não seja fácil de encontrar, mas passar anos e anos sem reagir bem ao tema, é estranho, num mundo que tem as melhores cabeças pensantes do desporto motorizado…









