A Ferrari arranca este ano um novo ciclo com a entrada de Frédéric Vasseur como novo líder da Scuderia. O francês está na fase de identificação e resolução dos problemas da equipa.
A questão da liderança é fundamental na Ferrari e talvez tenha sido esse o calcanhar de Aquiles do último reinado de Mattia Binotto, com uma relação distante com John Elkann (Presidente da Ferrari) e Benedetto Vigna (CEO da Ferrari). Vasseur afirmou recentemente que a relação é próxima.
“Tenho uma relação muito, muito directa com o Benedetto [Vigna]. Jantamos duas ou três vezes por semana e falamos ao telefone todos os dias”, revelou o francês. “Tenho ordens para dirigir a equipa e fá-lo-ei como eu quiser. Temos discussões frequentes com o Benedetto e o John [Elkann] diariamente a discutir os pontos-chave e isto é absolutamente claro, e está a funcionar perfeitamente”, insistiu Vasseur.
Quanto aos pontos a melhorar, há aspetos que são prioritários, como a estratégia e as paragens nas boxes. Quanto à estratégia, Vasseur não pensa numa revolução, mas sim numa reorganização da estrutura:
“Muito frequentemente quando se fala de estratégia, é muito mais uma questão de organização do que o tipo na pit wall. Estou a tentar compreender exatamente o que aconteceu em cada erro, o que aconteceu no ano passado e a tentar saber se é uma questão de decisão, uma questão de organização, de comunicação. Muito frequentemente no pit wall, a maior questão é a comunicação e o número de pessoas envolvidas e não o indivíduo. Se colocar demasiadas pessoas a discutir sobre a mesma coisa, quando tiver o resultado da decisão, o carro estará na próxima volta! É necessário um fluxo claro de discussão, e um fluxo claro de comunicação entre boas pessoas, as posições certas. É um trabalho em curso.
Para garantir que os pit stops também funcionem otimamente a partir de agora, a equipa montou uma sala especial. Nela, os mecânicos praticam a mudança dos pneus num SF-71 de 2018 três vezes por semana.O objetivo: praticar mil pit stops antes do início da nova temporada de F1 no Bahrein. Ao fazê-lo, o alvo é permanecer abaixo dos três segundos, mas trata-se mais de consistência do que de recordes de velocidade. Para atingir esse objetivo, foram constituídas duas equipas, cada uma realizando vinte paragens por sessão, segundo a edição italiana do Motorsport.com.











